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Anexo
- A Notícia |
Editor - Fabiano Melato
Editores assistentes - Rubens Herbst e Carolina Mar Pereira
cultura@an.com.br |

SUCESSO
Alguns expositores obtiveram acréscimo de mais de 50%
nas vendas e, outros, como Joel Gehlen, puderam divulgar títulos
Fotos Salmo Duarte/AN
Feira do Livro vende mais de 25
mil títulos
"O Código
Da Vinci", de DaBrown, e publicações de auto-ajuda
foram os mais procurados
Rodrigo Schwarz
Joinville - A Terceira Feira do Livro de Joinville encerra-se
hoje com um balanço positivo, do ponto de vista comercial.
Até segunda-feira, dois dias antes do último dia
do evento, já haviam sido comercializados 25 mil livros,
cinco mil a mais do que em 2005. Segundo a organizadora da feira,
Sueli Brandão, o campeão de vendas do ano passado,
"O Código Da Vinci", de DaBrown, continua imbatível
em seu posto. "Quanto ao gênero mais procurado, como
em todas as edições, a maioria do público
ainda opta pelos livros de auto-ajuda", afirma Sueli.
Alguns expositores obtiveram um acréscimo de mais de 50%
no volume de vendas. Claudio da Silva, coordenador de eventos
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), informa que
o estande da universidade comercializou um número 60%
maior que em 2005. "Converso com o pessoal que está
participando da feira e estão quase todos satisfeitos",
assinala Claudio. Para ele, colaborou para o êxito de vendas
a grande quantidade de livros em oferta.
Edsode Faria, da Livraria O Sebo, também comemora as boas
vendas, mas aponta que o evento não apresenta mais tantos
estandes de qualidade. "Na primeira e segunda edições,
havia mais editoras de universidades, que ofereciam obras que
cobriam uma vasta gama de assuntos", diz. A organização
da feira explica que muitas editoras de universidades desejavam
participar, contudo, a data da feira entrava em conflito com
eventos internos de muitas dessas instituições
de ensino.
Alguns expositores vindos de outros Estados não fazem
coro com as comemorações dos livreiros e editoras
da região. Mesmo contando com um dos mais belos estandes
do evento, e um catálogo de primorosas obras infanto-juvenis,
a Editora Shinsekehavia comercializado, até segunda-feira,
cerca de 50 exemplares. "Participamos de várias feiras
pelo Brasil. A de Porto Alegre, por exemplo, foi um sucesso.
Já aqui, nunca mais iremos participar", reclama Cristiane
Costa, funcionária da Shinseke- editora que foi fundada
no Japão, mas hoje opera em São Paulo. Roberto
Costa, da distribuidora de livros Oficina das Letras, de São
Paulo, também queixa-se do pouco movimento. "Estou
oferecendo livros bons, de editoras como Companhia das Letras
e Rocco, por até R$ 3,00. Para obter algum retorno, precisaria
estar vendendo muito, o que não está acontecendo".
Nem todos os expositores visam os dividendos estritamente comerciais,
ao participarem da feira. Proprietário da única
editora joinvilense, a Letradágua, Joel Gehlerevela que
seu intuito é divulgar as obras de seu catálogo.
"Para mim, a feira não é uma ocasião
para vender livros, apesar de disponibilizar uma boa quantidade
de exemplares por preços promocionais, e, sim, de mostrar
nossos livros e fazer contatos com autores. O mais importante
é que a feira coloca o assunto livro na pauta do dia",
afirma. Joel festeja o fato de o evento ser montado no centro
da cidade, atraindo muitas pessoas que não costumam freqüentar
livrarias. "Aqui, elas praticamente tropeçam nos
livros, dando a oportunidade de surgir novos leitores",
opina. (topo)
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Vencedores de prêmio lançam obra
Hoje, às 18 horas, na praça Nereu Ramos, ocorre
o lançamento do livro "Joinville em Prosa e Verso".
A obra é uma coletânea das obras dos vencedores
das últimas duas edições do Prêmio
Döhler de Expressão Literária, que contemplou
os gêneros poesia, conto e crônica.
Integram o livro textos de Clotilde Zingali, Simone Gehrke, Carla
Argolo, Clarice Steil Siewert, Denise Aidar Warnecke, Tiago FurlaLemos,
Joel Forteski, entre outros autores. (RS)(topo)
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Nomes de peso
em bate-papos
Diferentemente das edições anteriores, este
ano aportaram na praça Nereu Ramos grandes nomes da literatura
nacional. O escritor Ignácio de Loyola Brandão
discursou durante mais de três horas para uma platéia
de estudantes de letras e jornalismo. O autor também revelou
sua estima por um cidadão que residiu duas décadas
em Joinville, o fotógrafo Apolo Silveira. Falecido recentemente,
Apolo elaborou a capa do primeiro livro de Loyola,
"Depois do Sol" (1965).
Ontem, foi a vez de Carlos Heitor Cony autografar suas obras
e conversar com amantes da literatura. A prosa do autor de "O
Ventre" não dá sinais de cansaço. São
tantos títulos de Cony que chegam todos os anos ao prelo
que hoje ele conta com três grandes editoras: Companhia
das Letras, Planeta e Objetiva. (RS)(topo)
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ZAP
"Mas quando abrimos os jornais, a insegurança
no Rio de Janeiro como um todo está lá estampada."
Manoel Carlos, novelista,
comentando sobre o veto que a novela "Páginas da
Vida" sofreu da prefeitura carioca, que proibiu a gravação
de um arrastão na praia do Leblon
Tempo a favor
Patrícia Pillar acredita que tudo tem o tempo certo
para acontecer. E é assim que ela analisa a sua participação
nas duas versões de "Sinhá Moça",
da Globo. Na primeira, de 1988, ela interpretou a misteriosa
Ana do Véu. No atual remake da novela, ela pode ser vista
na pele da forte Dona Cândida. "Naquela época,
eu não tinha como fazer a Cândida. Eu era moça,
tinha pouca experiência na tevê. Agora, tenho o amadurecimento
suficiente para interpretar e fazer a mulher do Barão",
explica. Cândida, inclusive, é considerada pela
atriz uma de suas personagens mais complexas. Ela está
acostumada àquela vida rural, gosta de tomar conta da
casa. Mas, no íntimo, tem uma sensibilidade adormecida.
"O mais interessante da Cândida é o seu perfil,
uma personagem cheia de nuances e facetas. Ela é tímida
e, ao mesmo tempo, geniosa", observa.
Entrelaço
No capítulo de hoje de "Prova de Amor", da Record,
Pati e Rafa, interpretados por Renata Dominguez e Cláudio
Heinrich, vão se casar. Mas antes de selar o amor, os
dois vão ter de enfrentar Lopo, vivido por Leonardo Vieira.
O mau-caráter vai espalhar cobras pelo quiosque durante
a cerimônia e deixa a mulherada desesperada. Nos bastidores
da cena, o elenco não dispensava uma brincadeira aos medrosos.
"Na hora que a produção ia soltar as cobras,
todo mundo já estava bem longe", conta Renata, aos
risos.
Saia-justa
Rodrigo Veronese está indignado com a postura do SBT.
Primeiro, por saber que não ia ser mais o protagonista
de "Cristal" através da imprensa. Segundo, porque
para aceitar a proposta da emissora, ele teve de abrir mão
de outros projetos profissionais. "Passei os últimos
dois meses me preparando física e emocionalmente. Estudei
textos e cheguei a gravar cenas da novela, fiz provas de figurino,
maquiagem e testes de câmara", lembra, revoltado.
Embora o diretor de teledramaturgia Herval Rossano tenha outro
papel para ele na trama, Rodrigo não vai aceitar. "Não
houve dignidade em me comunicar antes. Ainda não tem nada
definitivo em relação ao meu futuro. Mas os meus
procuradores estão cuidando de tudo", avisa. O papel
de protagonista de "Cristal" vai ficar por conta de
Dado Dolabella.
Futuro certo
Depois de dar vida ao caubói Peter Johnsode "Bang
Bang", da Globo, André Bankoff vai mudar de emissora.
O ator vai protagonizar
"Bicho do Mato", novela substitui "Prova de Amor",
da Record. Na trama, o rapaz fará par romântico
com a personagem de Renata Dominguez, que atualmente pode ser
vista na pele de Pati na trama de Tiago Santiago. André
está ansioso para dar início ao seu segundo trabalho
na tevê. "Atuar em mais uma novela vai abrir uma grande
porta para mim. Estou me dedicando e estudando interpretação.
Espero colher bons frutos", torce.
Foi bem
A atuação de Bianca Comparato na pele da Maria
João de "Belíssima", da Globo. A jovem
tem uma interpretação leve e solta. Ela deixa a
masculinizada personagem com um tom bem doce.
Foi mal
A cena em que BeSilver e Diana, interpretados por Bruno Garcia
e Fernanda Lima, brigavam e depois se beijam em "Bang Bang",
da Globo. Tal seqüência é recorrente na trama.
Ao assistir, já não é surpresa o final.
(topo)
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Rápidas
De mal com a vida · Lília Cabral poderá
ser vista em "Páginas da Vida", próxima
novela das oito da Globo. Na trama, a atriz vai aparecer na pele
da mal-humorada Marta. A personagem é mãe de Nanda,
vivida por Fernanda Vasconcellos, que vai morrer nos primeiros
capítulos. Marta joga em cima do marido Leandro, interpretado
por Marcos Caruso, todas as suas frustrações e
culpas. "Ela é reclamona e se acha a mulher mais
infeliz do mundo. É uma personagem bem carregada",
observa Lília.
Terra encantada · Xuxa gravou novos quadros
para o "TV Xuxa", da Globo, na Disney. A apresentadora
passou oito dias no local e vai mostrar para o público
infantil a inauguração de uma montanha-russa. A
loura também fez "takes" ao lado dos famosos
personagens Mickey Mouse e Pateta. A produção ainda
não tem data definida para ir ao ar.
Carreira · Nesta semana, o "Re[corte] Cultural",
da TVE Brasil, apresenta uma entrevista com Ney Matogrosso. Na
conversa com Michel Melamed, o cantor fala sobre seus mais de
30 anos de carreira. O programa vai ao ar às 20h30.
Trabalho · Ana Paula Tabalipa vai integrar o
elenco de "Prova de Amor", da Record. Na trama, vai
fazer a policial Luiza.
Presença · Angélica vai receber
a atriz Suzana Vieira no programa "Estrelas" do próximo
sábado.(topo)
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Álbum
e show "Vagabundo" renderam três prêmios
à trupe de Pedro Luís Foto Divulgação
Pedro Luís e a Parede revisita
uma década de trabalho
Evolução
musical do quinteto carioca pode ser conferida no show que aterrissa
hoje na Capital
Florianópolis - No período em que formaram uma
bem-sucedida parceria com Ney Matogrosso, do começo de
2004 até o final de 2005, o grupo carioca Pedro Luís
e a Parede fez mais de 180 apresentações e ganhou
três prêmios com o show e o disco "Vagabundo".
Foi um coroamento para os dez anos de carreira do conjunto, completados
nesta segunda-feira. Rodando pelo Brasil misturando sonoridades
em seu pop rock e abusando da percussão, os cinco meninos
da banda retornam hoje à Capital - sem Ney, mas com todos
os sucessos dessa uma década de música.
Depois de se apresentar em Florianópolis em 1998 e 2004,
Pedro Luís agora faz um show baseado no CD "Seleção
1997-2004", que reúne canções incluídas
originalmente nos álbuns "Astronauta Tupy" (1997),
"É tudo 1 real" (1999), "Zona e Progresso"
(2001) e no "Vagabundo" (2004). "Traçamos
um panorama da sonoridade percussiva, das mensagens contundentes
e da evolução musical da banda", diz Pedro
Luís, responsável pela voz, cordas e composições,
e que divide o palco com Mário Moura (baixo e vocais),
SidoSilva, C.A. Ferrari e Celso Alvim, na percussão e
nos vocais.
Planejando a gravação de um novo CD, o grupo também
comemora o sucesso alcançado pelo Monobloco, criado por
eles há seis anos a partir de uma oficina de música,
e que neste verão, durante o Carnaval, arrastou entre
60 e 80 mil pessoas entre as praias do Lebloe Ipanema, atraídas
pelo som diferenciado que unia percussão a composições
variadas.
O QUÊ: Show musical PEDRO LUÍS E A PAREDE - PLAP.
QUANDO: hoje, 21h. ONDE: Teatro Ademir Rosa, Centro Integrado
de Cultura (CIC), av. Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica,
Florianópolis, fone (48) 3953-2300. QUANTO: R$ 50,00/R$
25,00 (estudantes ou com um quilo de alimento não-perecível).(topo)
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Recital gratuito de Arthur Moreira Lima
Florianópolis - Há sete anos morador do Costão
do Santinho, no Norte da Ilha de Santa Catarina, o pianista carioca
Arthur Moreira Lima recebe hoje, da Assembléia Legislativa
de Santa Catarina, o título de "cidadão catarinense".
Com trajetória musical reconhecida no Brasil e no exterior
- morou duas décadas na Europa - ele aproveitará
a cerimônia na Assembléia para fazer um recital
de piano aberto ao público durante a entrega da honraria.
Atualmente com 65 anos de idade, Moreira Lima começou
a estudar piano aos seis, e aos nove já tocava Mozart
com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Chegou a estudar
música em Paris e no Conservatório Tchaikovsky
de Moscou, mas voltou ao Brasil em 1978 porque "sentia que
aqui poderia participar do processo cultural de maneira ativa".
Conseguiu patrocínio para oferecer uma série de
concertos gratuitos pelo Brasil. No próximo dia 21, por
exemplo, sairá em turnê de dois meses, fazendo shows
ao ar livre em trajeto que vai de Foz do Iguaçu, no Paraná,
até Xapuri, no Acre.
O QUÊ: recital de ARTHUR MOREIRA LIMA e entrega do
título de cidadão catarinense. QUANDO: hoje, 19
horas. ONDE: Assembléia Legislativa de Santa Catarina,
praça Tancredo Neves, centro, Florianópolis, fone
(48) 3221-2500. QUANTO: gratuito.(topo)
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Obras
no chão: interferência e estímulo ao debate
na Aaplaj Foto Katia Nascimento/AN
Exposição
celebra 23 anos da Aaplaj
Joinville - Uma exposição fora do convencional
marca os 23 anos da Associação dos Artistas Plásticos
de Joinville (Aaplaj), nesta quarta-feira.
"Aaplaj 23 - Em Processo" se propõe a mostrar
a natureza eclética do grupo de associados e discutir
a produção local. Em vez de uma exposição
pronta, o visitante encontra a galeria da Aaplaj com as obras
expostas num formato diferente: no chão. Os organizadores
acreditam que forçar uma visão distinta do habitual
já estimula o debate. A idéia é que o grupo
reflita sobre a montagem, relação entre um trabalho
e outro, além das interferências que recebe no conjunto.
A exposição abre na seqüência do Projeto
Integração. Nele, a ceramista Marli Swarowsky fala
sua trajetória artística e linhas de pesquisa.
A Aaplaj conta com 68 sócios ativos. Entre seus objetivos
está a troca de experiências, valorização
do artista, e representação da classe.
O QUÊ: Projeto Integração, com a artista
plástica Marli Swarowsky, e abertura da mostra "Aaplaj
23 - Em Processo". QUANDO: Hoje, às 18 e 19h, respectivamente.
Visitação: até 12 de maio, de terça
a domingo, das 14 às 18 horas. ONDE: Galeria da Aaplaj/Galpão
13, Cidadela Cultural Antarctica, rua 15 de novembro, 1383, centro,
Joinville. QUANTO: Gratuito.(topo)
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Espetáculo de
dança retrata a feminilidade
Florianópolis - As bailarinas Clarissa Melo, Daniela
Alves, Paula de Paula, Talita Matos e Valeska Figueiredo dançam
hoje o espetáculo "Universo Feminino" no Teatro
Álvaro de Carvalho. Com um figurino que exibe roupas do
dia-a-dia e coreografia de Elke Siedler, a apresentação
retrata peculiaridades das mulheres refletidas no próprio
corpo.
O espetáculo trata das qualidades próprias da mulher
sob a luz do universo de cada bailarina e através do diálogo
estabelecido entre elas e a própria composição
coreográfica, discutindo a idéia de feminino sob
uma perspectiva mais abrangente e diferenciada. A mudança
da concepção de feminilidade é a grande
meta do projeto. Sem masculinizar as mulheres, ele propõe
derrubar conceitos que incitam a correspondência do ser
feminino com denominações clichês, como graciosidade,
beleza, submissão e fragilidade.
O QUÊ: Espetáculo de dança UNIVERSO FEMININO.
QUANDO: Hoje, 21h. ONDE Teatro Álvaro de Carvalho (TAC),
praça Pereira Oliveira, 26, centro, Florianópolis,
fone (48) 3028-8070. QUANTO: R$ 10,00/R$ 5,00 (para estudantes
e maiores de 65 anos).(topo)
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Entidade que preserva obras
de Glauber Rocha ganha casa
Rio de Janeiro - O Ministério da Cultura e o Instituto
Nacional de Seguridade Social (INSS) formalizaram ontem doação
da casa onde funciona o Tempo Glauber, instituição
que preserva e divulga as obras do cineasta. O imóvel
foi avaliado em R$ 400 mil e a solenidade contou com a participação
do ministro Gilberto Gil.
Ele e o secretário do Audiovisual, Orlando Senna, anunciaram
o reconhecimento, através de decreto publicado no "Diário
Oficial", do arquivo privado do cineasta Glauber Rocha como
de interesse público e social. A princípio, a medida
não inclui nenhum aporte de recursos na manutenção
do Tempo Glauber. "Mas se outras fontes de recursos não
forem suficientes, é natural que se estabeleça
uma conversa com o ministério", disse Gil. "Glauber
não é mais da Bahia nem do Brasil, é do
mundo", afirmou o ministro.
Durante o evento, foi lançado o DVD duplo de "Terra
em Transe", considerado a obra-prima do cineasta. O filme
foi restaurado digitalmente, já que os negativos originais
haviam sido queimados num incêndio ocorrido no laboratório
francês que os guardava. O DVD duplo é o primeiro
da "Coleção Glauber Rocha", que incluirá
ainda a remasterização em HDTV (formato digital
de alta definição). O custo do projeto é
de R$ 3 milhões, R$ 2,750 milhões patrocinados
pela Petrobrás e R$ 250 milhões pela Eletrobrás.(topo)
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Crônica
Digressões para Valéria
C.
A internet é o hospício mais democrático
do mundo. A grande invenção no novo milênio
abriga tudo sob seus telhados. Lá está também
a Poesia, esta fêmea dada a afagos humanos. Lá encontrei
Valéria C., uma espécie de leitora ideal, dona
de um blog performático que transforma visualmente os
versos de muitos escritores. Valéria C. apresenta-se com
uma frase de Clarice tatuada nas costas: "pensar é
um ato, sentir é um fato". E mais não precisa
mostrar de si.
Ela me disse em um e-mail: "Tava pensando aqui no quanto
podem ser solitários o pensar e o sentir e, em alguns
casos, o conseqüente 'poetar', mas devia ser o contrário,
porque significa ampliar e ampliar devia agregar". Coloco-me
na frente do computador, entre uma consulta e outra aos oráculos
da era moderna, e reflito sobre o paradoxo levantado pelas palavras
de Valéria.
"Pensar é estar doente dos olhos", disse Alberto
Caiero, que só queria olhar as coisas como elas são,
sem transgredi-las com abstrações. Pensar nos remete
a poços de angústia e, no entanto, é o que
nos salva e ilumina, é o que nos eleva, pelo menos assim,
pretensamente, pensamos.
O sentir nos animaliza. Um homem movido a sentimentos, sejam
eles quais forem, é mais próximo da natureza, do
instinto. Os rompantes da paixão, do ciúme. As
obsessões provocadas pelo ódio, pela inveja. As
gratitudes do amor. Quando sentimos nos aproximamos do Universo.
Fernando Pessoa, naquilo que chamou de "Reflexões
Paroxais" diz: "Sentir é criar. Sentir é
pensar sem idéias, e por isso sentir é compreender,
visto que o Universo não tem idéias".
O poetar vagueia nas indefinições, faz fronteira
com o absurdo e o sonho. Poetar é concretizar a solidão
do pensar e do sentir. É tentar distribuir estes atos
ao outro pela linguagem escrita, mas em forma de viés,
de obliqüidades. Talvez por isso milhares de poemas ficam
circunscritos ao fundo das gavetas. No começo da escrita
poética, é difícil existir alguém
que saiba mentir, imaginar. A grande maioria apóia-se
sobre a verdade. Mesmo quem não se arvora poeta, apenas
escreve 'suas coisas', ancora-se naquilo que sente e pensa. Por
ser tão revelador o que traduzimos em escrita, o mundo
externo nos exige este escondimento.
Pensar, sentir, poetar. Três verbos que diferenciam tanto
os humanos dos demais seres da natureza. Três ações
soterradas na solidão. Três ações
feitas para o outro, para "ampliar", "agregar"
nossa existência e que quase sempre executamos como se
fossem coisas escusas, feitas de medo e crime. Nos vexamos, nos
fechamos quando somos pegos em qualquer um desses atos. Poderíamos
levar nossa vida mais pelo caminho contrário?
Rubens da Cunha, escritor
rubensdacunha@hotmail.com(topo)
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Múltiplas
Papa e MTV
Bispos e grupos católicos da Alemanha têm criticado
"Popetown", um seriado humorístico sobre a Igreja
Católica, o Vaticano e o papa, que a MTV pretende transmitir
a partir de 3 de maio. A campanha publicitária antecipa
que o programa fará referência a um "papa enlouquecido"
e a "um cardeal criminoso" que, entre outras ações,
vendem criancinhas órfãs para serem escravizadas.
A Conferência Episcopal alemã promete recorrer ao
Conselho de Vigilância da Publicidade. Os bispos alegam
que o programa que é "uma provocação
para os cristãos da Alemanha às vésperas
da Páscoa". O "Popetown" foi produzido
pela BBC, mas sua difusão na Grã-Bretanha foi censurada
depois de uma série de protestos.
De graça
O estúdio Walt Disney vai colocar seus programas de tevê
de graça na internet. Uma reportagem do "Wall Street
Journal" garante que a empresa resolveu disponibilizar gratuitamente
episódios de "Desperate Housewives" (foto) e
"Lost", que atualmente são vendidos por US$
1,99 cada no dia seguinte em que vão ao ar. Os programas
vão poder ser baixados de um novo website. A única
diferença é que uma nova tecnologia não
vai permitir que os usuários adiantem os comerciais. O
objetivo é deixar os patrocinadores felizes.(topo)
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Cerimônia
de divulgação dos agraciados, segunda-feira, foi
simples e contou com uma cobrança elegante do cumprimento
do edital de cinema Foto Divulgação
Edital premia "Doce de Coco",
de Penna Filho
Filme ganha R$
760 mil do governo para ser rodado
Florianópolis - "Doce de Coco", do cineasta
Penna Filho, é o projeto vencedor da categoria longa-metragem
do Edital Prêmio Cinemateca Catarinense/Fundação
Catarinense de Cultura (FCC). O nome dos premiados foi divulgado
na noite de segunda-feira no auditório da Academia Catarinense
de Letras, no Centro Integrado de Cultura (CIC), na Capital.
Penna levou um prêmio de R$ 760 mil - o orçamento
"Doce de Coco" é de R$ 1,1 milhão. O
projeto também está inscrito no edital do Ministério
da Cultura e se for premiado, o valor será complementado
por este segundo prêmio. Caso contrário, Penna vai
captar a diferença através da Lei Federal de Incentivo
à Cultura.
"Doce de Coco" é uma comédia dramática
em que uma família vive na cidade imaginária de
Fartura. O ano é 1999, uma brincadeira em torno das lojas
de R$ 1,99, que, na visão de Penna, é um sinal
de pobreza espiritual, um signo reducionista da vida.
Na edição deste ano houve 99 inscritos e foram
premiados 19 projetos em seis categorias. A listagem dos vencedores
foi mantida em sigilo até o momento da divulgação.
A solenidade de abertura dos envelopes foi simples e com uma
cobrança elegante do cumprimento do edital de cinema,
que não foi realizado nos anos de 2003 e 2004.
Segundo Edson Machado, diretor da FCC, a classe cinematográfica
pode contar com o cumprimento dos editais. "É obrigação
do governo do Estado incentivar o processo artístico.
E os artistas estão à frente deste processo de
transgressão", disse. Edson garantiu que será
agendado para breve um encontro dos cineastas com o governador
Eduardo Pinho Moreira.
A presidente da Cinemateca, Lícia Brancher, destacou o
amadurecimento do formato do edital, beneficiando categorias
de desenvolvimento de roteiros, produção de vídeos,
curtas, documentários e de um longa-metragem.
A comissão julgadora foi integrada pela montadora de cinema
Verônica Saenz, a jornalista e crítica de cinema
Maria do Rosário, a diretora, roteirista e produtora Eunice
Gutman, o roteirista e diretor de documentários e programas
de TV Fabiano Maciel e o diretor e produtor executivo de cinema
e publicidade Cícero Aragon. Os jurados elogiaram o alto
nível das propostas de filmes e roteiros inscritos no
concurso.(topo)
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