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Anexo
- A Notícia |
Editor - Fabiano Melato
Editores assistentes - Rubens Herbst e Carolina Mar Pereira
cultura@an.com.br |

Beleza
Companhia cubana em cena do espetáculo "A Magia
da Dança", cuja turnê brasileira inclui a capital
catarinense Foto: Divulgação
A dança que Fidel libera
para o mundo
A preços
salgados, Ballet Nacional de Cuba mostra, em apresentação
única hoje à noite em Florianópolis, clássicos
e números populares(topo)
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ZAP
"Mulher tem mais prazer numa liquidação
do que numa cama."
Marcelo Madureira, humorista
do Casseta & Planeta, em seu programa no canal pago GNT
Samba no pé
Depois de brilhar na pele da vilã Cristina em "Alma
Gêmea", da Globo, Flávia Alessandra vai fazer
uma participação no último episódio
de "Minha Nada Mole Vida". No seriado, a atriz vai
interpretar uma engraçada rainha de bateria de escola
de samba e será entrevistada por Jorge Horácio,
personagem de Luiz Fernando Guimarães. "Foi muito
engraçado. Ela é diferente de tudo que eu já
fiz", valoriza a atriz, que gravou a cena na semana passada.
Parceria renovada
Ricardo Tozzi recebeu o convite de Carlos Lombardi para integrar
o elenco de "Pé na Jaca", próxima novela
das sete da Globo. Os dois já trabalharam juntos em "Bang
Bang", onde Tozzi deu vida ao Dr. Harold. Como recentemente
assinou contrato com a Globo, o ator diz que a sua participação
na trama vai depender da escalação da emissora.
Mesmo assim, ele não esconde a vontade de voltar a dar
continuidade à segunda parceria com o autor. "Gosto
da dinâmica do Lombardi. O texto dele é fantástico",
derrete-se.
Na grande área
Luciano do Valle vai cobrir a Copa do Mundo da Alemanha pela
Band. De lá, o apresentador comandará o "Apito
Final", diariamente de 0h15 à 1h15. O programa vai
ser itinerante e ele vai estar em todas as cidades que a seleção
brasileira estiver. Além de Luciano, a emissora vai mandar
para a Europa cerca de 50 profissionais da área de jornalismo.
Pelo "Jornal da Band", Mariana Ferrão será
a responsável pela cobertura do mundial.
Garoto esperto
O ator mirim Sérgio Malheiros poderá ser visto
em "Bicho do Mato", próxima novela da Record.
Na trama de Bosco Brasil e Cristiane Fridman, o pequeno vai aparecer
na pele do serelepe Léo. O personagem é irmão
do vilão Emílio, que vai ser interpretado pelo
VJ Marcos Mion. "Ele vai disputar o amor de uma menina com
o melhor amigo", adianta. O último trabalho de Sérgio
na tevê foi em "Da Cor do Pecado", na Globo.
Foi bem
O texto da última matéria do "Fantástico",
escrito e narrado por Pedro Bial. A reportagem fazia uma alerta
sobre a importância da polícia, tendo como gancho
os ataques de criminosos em todo estado de São Paulo e
em outras cidades do Brasil. O jornalista passou emoção
e mostrou a fragilidade do sistema de segurança brasileiro.
Foi mal
As entrevistas conduzidas por Faustão no "Domingão
do Faustão", da Globo. O apresentador não
se renova e conduz todas as conversas da mesma maneira. Ao assisti-lo
dá uma sensação de déjà vu.(topo)
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Rápidas
TREMOR · Hoje, o SBT vai exibir o filme "O
Dia que a Terra não Agüentou". No longa, a cidade
de Seattle, nos Estados Unidos, é surpreendida por um
forte terremoto. A produção vai ao ar às
22h30.
SUBINDO · Na última segunda-feira, o
"Fala Brasil", da Record, registrou a média
de 9 pontos e picos de 13 pontos na audiência. No mesmo
horário, a Globo obteve a média de 11 pontos e
o SBT de 6.
PATROA · Sílvia Pfeiffer vai fazer uma
participação no programa "A Diarista"
que vai ao ar hoje. A veterana vai dar vida a uma patroa de Marinete,
de Cláudia Rodrigues.
HUMOR · Tom Cavalcante vai apresentar mais uma
sátira no "Show do Tom", da Record. Hoje, às
22h30, entra no ar o quadro "Ridículos", uma
paródia ao programa "Ídolos", do SBT.
No quadro, o apresentador vai "encarnar" o apresentador
Siltom Santos.
Amiga fiel · Leandra Leal vai estar no elenco
de "Páginas da Vida", próxima novela
das oito da Globo. Na trama de Manoel Carlos, a atriz viverá
Sabrina, uma brasileira que estuda artes em Amsterdã.
A personagem será a melhor amiga de Nanda, interpretada
por Fernanda Vasconcellos, que vai morrer ao dar à luz
um casal de gêmeos. "A Sabrina vai participar ativamente
do momento da descoberta da gravidez e da crise entre Nanda e
seu namorado, personagem do ator Thiago Rodrigues", adianta.
Proposta · Longe das novelas desde "A Lua
me Disse", Paulinho Vilhena foi chamado para atuar em "Copacabana",
novela que vai substituir "Páginas da Vida".
O convite para trabalhar na trama de Gilberto Braga e Ricardo
Linhares foi feito pelo diretor Dennis Carvalho. O ator, contudo,
ainda não confirmou presença. (topo)
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Formado
por uma constelação de bons dançarinos profissionais
nascidos e crescidos em Cuba, balé se apresenta hoje na
Capital Foto: Divulgação
Balé cubano chega a SC
com diva da dança mundial
Alicia Alonso fundou
a companhia em 1948
Deluana Buss
Florianópolis - Fotos, só de um determinado
lado do rosto. Perguntas sobre o apoio de Fidel Castro para a
dança ou sobre política em geral, melhor não.
A opção mais aconselhável é usar
o material de divulgação como base para as perguntas.
As orientações vêm dos assessores, e o centro
delas é uma senhora de 86 anos, Alicia Alonso, a "diva
das divas do balé mundial", como reforça o
programa. Cubana, ela iniciou suas atividades profissionais na
Broadway e durante mais de uma década dançou profissionalmente
em Nova York. Em 1948 fundou, em Havana, Cuba, um balé
com o seu nome, transformado em Ballet Nacional de Cuba em 1959,
com a chegada de Fidel ao poder. De lá para cá,
o grupo cresceu e conseguiu ultrapassar fronteiras.
Formado por uma constelação de bons dançarinos
profissionais nascidos e crescidos na ilha, o balé cubano
é chamariz do 20º Festival Internacional de Balé,
que acontece em Havana no final de outubro, e somente em 2005
realizou turnês por países como Holanda, Espanha,
Inglaterra, México e Tunísia, entre outros. Atualmente
com sérios problemas de visão e locomoção,
Alicia continua na direção-geral do balé,
do qual é coreógrafa e primeira-bailarina absoluta.
E é nessa condição que está hoje
em Florianópolis, onde o grupo apresenta o espetáculo
"A Magia da Dança", dentro de uma turnê
que inclui diversas cidades brasileiras.
É uma boa oportunidade para apreciar, de uma só
vez, algumas das coreografias mais famosas do balé clássico.
Foram selecionadas cenas das obras "Giselle" (o momento
em que o guarda-bosques Hilário visita o túmulo
de Giselle e almas das virgens realizam suas danças),
"Bela Adormecida"(o ato que corresponde às bodas
da princesa Aurora e do príncipe Desiré), "Quebra-
nozes" (que tem um dos mais bonitos duos clássicos
da história do balé), "Coppelia" (onde
Swanilda e Franz celebram suas bodas), "DoQuixote"
(o momento em que os toureiros chegam à praça de
uma aldeia de Castilla e uma dança de casamento) e "O
Lago dos Cisnes" (o famoso pas de deux entre Odette e Siegfried
resume a técnica, o estilo e os modos expressivos do balé
clássico).
São todas coreografias de grande beleza e impacto garantido
sobre os espectadores. No encerramento, os clássicos são
deixados um pouco de lado, e o espetáculo oferece uma
mostra da tradição clássica fundida com
a graça e sensualidade dos bailes populares cubanos. É
assim a alegre apresentação de "Fiesta Crioulla",
sinfonia considerada uma das criações fundamentais
do compositor e pianista norte-americano Louis Moreau Gottschalk
(1829-1869).
O QUÊ: Espetáculo "A Magia da Dança",
com o BALLET NACIONAL DE CUBA. QUANDO: Hoje, 21h. ONDE: Teatro
Ademir Rosa, Centro Integrado de Cultura (CIC), av. Irineu Bornhausen,
5.600, Agronômica, Florianópolis, fone (48) 3212-2300.
QUANTO: R$ 200,00 / R$ 100,00 (estudantes, idosos ou com um quilo
de alimento não-perecível). (topo)
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Por um poder público sem religião
Advogada lança
livro que defende a laicidade do Estado
Florianópolis - Está na Constituição:
o Estado brasileiro é um Estado laico, ou seja, não
professa nenhuma religião. Ainda assim, é só
usar os olhos para observar o uso de símbolos religiosos
- como crucifixos, cruzes, bíblias, alguns enormes, outros
estrategicamente bem posicionados - nas paredes de casas legislativas,
plenários de tribunais e órgãos executivos.
Afinal, a laicidade do Estado brasileiro é real? E o direito
fundamental de liberdade religiosa vem sendo observado em sua
plenitude? Com o objetivo de levantar essa discussão,
e se possível ajudar a deixar nuas as paredes dos três
poderes, a advogada Elza Galdino lança hoje, em Florianópolis,
pela Editora Del Rey, o livro "Estado sem Deus - A Obrigação
da Laicidade na Constituição".
Resultado de mais de uma década de pesquisas, a obra primeiro
conceitua a liberdade, aprofundando-se na liberdade religiosa.
Depois, descreve conceitos e características dos símbolos
e adentra nas relações entre a Igreja Católica
Romana e o Estado brasileiro, no passado e nos dias atuais. O
terceiro e último tópico é o Estado laico,
no qual detalha a externação da fé religiosa
pelos poderes constituídos brasileiros e apresenta alguns
casos concretos em que a religião acabou influindo nas
decisões desses poderes, como a discussão no Supremo
Tribunal Federal sobre a antecipação do parto de
feto anencefálico. "Minha conclusão é
que quando as crenças arraigadas são deixadas de
lado, é possível julgar melhor, governar melhor,
ficar mais universal, como deve ser o exercício do poder",
conclui a autora.
O QUÊ: Lançamento do livro "ESTADO SEM DEUS
- A OBRIGAÇÃO DA LAICIDADE NA CONSTITUIÇÃO",
de Elza Galdino. QUANDO: Hoje, 19h. ONDE: Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB/SC), rua Paschoal Apóstolo Pítsica,
4.860, Agronômica, Florianópolis. QUANTO: R$ 30,00.(topo)
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Crônica
À mãe poesia
Inspirado em minha mãe e pelo dia que dizem ser seu.
Poesia, teu filho anda sem esperas, anda com esporas sobre o
lombo. Cavalo do tempo. Melhor dizendo, muar do tempo: daqueles
que carregam cestos cheios de pedra à beira dos precipícios.
Tenho sentido tua falta, Poesia. Tuas ternuras, teus aprofundamentos
de mãe que tanto me apetecem.
Não que eu tenha te abandonado, bem sabes das minhas visitas
constantes, dos meus esforços em te honrar. Eu sonho é
com algo mais livre, mais liberto das rotinas, das obrigações.
Morar sempre contigo, nunca esquecer dos teus aconchegos. Sentar
naquele sofá-estrofe no canto da página. Beber
um verso-café feito na hora e nada ouvir além da
chuva teimosa compondo um outono frágil. Chegar em ti
é bom e fácil. O que dificulta tudo é o
sair, o ausentar-se.
O mundo me chama, me exila dentro de uma casca-homem. Cumpro
meu destino, meu desatino diário. Uso neste cumprimento
o que tu me ensinaste: não ser tão reto, nem tão
áspero ou pontiagudo, preferir sempre as formas curvas,
as obliqüidades, os desníveis. Acredito em ti, mãe,
mas o mundo, esta vasteza de solidões, exige-me o contrário,
exige-me aquilo que não me ensinas. Aprendo, é
certo, mas a que preço? Apesar deste conflito com o mundo,
há em mim cisternas de agradecimentos. Eu sou teu filho.
Excessivo, cheio de rebuscamentos, pretensioso. Eu sei que tu
desprezas um pouco os enfeites na linguagem, os excessos. Perdoa-me,
mãe, que sou criança e desconheço limites
e perigos. Tento a cada dia ser menos expansivo, escrever menos
bonito e mais cerne.
Não, poesia, não reclamo demais, mas é contigo,
é em ti que desaperto as algemas, que desengasgo a garganta.
Tu vives de palavras. As minhas estão aí, amargas
quase todas, não que eu queira, mas assim elas se fazem
em mim, assim elas acontecem neste teu filho. Às vezes,
vejo meus irmãos tão apegados à felicidade.
Eles te visitam sempre com poemas tão leves, tão
descarregados de dor, tão feitos de algodão e açúcar.
E tu recebes a todos. Nós, os amargos, acreditamos intensamente
que temos a tua preferência, mãe. Que nenhum poeta
venceu o mundo cantando a felicidade. Foram apenas os que se
apoiaram sobre as mazelas humanas, os desvios, as reverberações
do ser, que tiveram honra e glória.
E ainda fazemos listas, desafios, apontamos cânones para
comprovar a nossa verdade. Tu ris, passas a mão sobre
minha cabeça, agasalha-me em teu colo. "Ah! Menino
tolo, tenho por todos os meus filhos o mesmo apreço. Apenas
olho mais de perto os frágeis". E assim, tonto de
fraqueza, deito-me em teu colo e sereno.
Rubens da Cunha
rubensdacunha@hotmail.com
Excepcionalmente hoje não publicamos a crônica
de Eduardo Socha(topo)
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Múltiplas
Mais uma lista
Kurt Cobaifoi eleito o maior astro do rock de todos os tempos.
A votação foi promovida pelo semanário inglês
"New Musical Express". O líder do Nirvana, que
se suicidou em 1994, ficou à frente de Pete Doherty, do
Babyshambles, que toma conta dos tablóides locais com
as notícias de suas várias prisões por portes
de drogas. A revista minimizou a escolha de Doherty e disse que
seu vício ganha mais destaque atualmente do que sua música.
Os mais de dois mil eleitores da pesquisa colocaram Morrissey
no terceiro lugar, Liam Gallagher (Oasis) no quarto e Carl Barat,
ex-Libertines (a banda original de Doherty), em quinto. O top
10 inclui ainda Thom Yorke (Radiohead), Noel Gallagher (Oasis),
David Bowie, IaBrow(The Stone Roses) e IaCurtis (Joy Division).
Björk na caixa
Fãs de Björk (foto) vão ganhar mais um item
de colecionador. A cantora islandesa lança uma caixa com
sete discos, incluindo todos os trabalhos musicais e vários
vídeos. Os álbuns "Debut", "Post",
"Homogenic", "Vespertine" e "Medulla",
além das trilhas sonoras de "Dancer ithe Dark"
("Selmasongs") e "Drawing Restraint 9", foram
remasterizados para a caixa, apropriadamente batizada de "Surrounded"
("Cercado"). O lançamento no mercado internacional
é em 27 de junho.(topo)
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Mombojó descobre o caminho do sossego
Banda opta por
simplicidade no segundo disco mas não abre mão
de aglutinar sons e referências
Rubens Herbst
Joinville - Durante o Curitiba Pop Festival de 2004, o público
do segundo dia do evento tomou um susto quando o Mombojó
tomou o palco. Ali estava uma banda de Recife que não
seguia exatamente a estética mangue beat, mas vasculhava
a contemporaneidade fundindo música brasileira, rock e
eletrônica com uma veia poética afiada. Muitos o
elegeram o melhor show do festival, e o primeiro disco do grupo,
"Nadadenovo", freqüentou as listas de melhores
do ano. Depois da revelação, a expectativa do segundo
álbum e um novo susto: "Homem-espuma", lançado
agora pela Trama.
A surpresa é porque a guinada do Mombojó se deu
para dentro, ainda que suas antenas estejam sintonizadas com
a música universal. Se no primeiro disco parecia que a
banda queria enfiar todos os sons do planeta em cada uma das
15 faixas, erguendo um turbilhão de sensações
nem sempre paletáveis, "Homem-espuma" assume
que essa é uma tarefa das mais complicadas. Ele continua
absorvendo, aglutinando, lapidando, mas tendo a simplicidade
como ponto de chegada.
É difícil aceitar isso de um grupo com tantas referências
e que valoriza a riqueza instrumental, mas não há
outro jeito de encarar. Até porque os próprios
músicos não escondem essa busca pela introspecção.
"É uma evolução natural", diz
o guitarrista Marcelo Machado, com exclusividade para o Anexo.
"No primeiro disco, a gente tentou colocar o maior número
possível de doideiras. O segundo teve a visão de
dois produtores, e a nossa coerência musical ficou melhor
resolvida".
Segundo ele, o trabalho de Daniel Ganjamae Lúcio Maia,
da Nação Zumbi (em três faixas), se concentrou
mais em deixar o estúdio no ponto para o Mombojó
fazer seu trabalho. Aliás, mesmo com uma estrutura muito
maior à disposição, os recifenses não
modicaram sua disposição ao sossego - mesmo porque
a banda chegou para gravar com muita coisa pronta. Nesse espírito,
o baixo assume papel de destaque, guitarra e bateria são
minimalistas, os elementos eletrônicos são estilhaços
e a voz de Felipe desenha contornos bossanovísticos. É
assim, por exemplo, em "O Mais Vendido" e "Novo
Prazer", que abrem o disco.
O Mombojó também preenche a calmaria com espasmos
guitarrísticos e dramaticidade ("Realismo Convincente"),
compõe um candidato a hit radiofônico ("Saborosa")
e se traveste de banda heavy ("Desencanto"). Mas sua
essência está em faixas como "Tempo de Carne
e Osso", um clima urbano enevoado que estabelece um diálogo
entre vozes masculinas e femininas, "Fatalmente" e
"Homem-espuma", transpassados por teclados, órgãos
e sintetizadores que emulam o mais puro espírito sixties.
Culpa da banda inglesa Stereolab, segundo Machado. "A gente
ouve muita música. Em algumas faixas conseguimos introduzir
novas referências. Tudo é muito natural, nada é
pensado", garante.
Como não é dado a nostalgia, o grupo se sente à
vontade para namorar o soul na balada "Vídeo-game"
e redobrar o groove em "Pára-quedas". Falando
nisso, o Mombojó é um exemplo de banda empenhada
em humanizar a eletrônica, como atestam "Singular"
e "Minar" e os recortes de samba que surgem aqui e
acolá. "A gente usa muito sampler, não só
batidas, mas também ambiências, citações,
vozes, ele está presente em quase tudo, mas para complementar
as músicas", frisa Marcelo, sem descartar que, no
futuro, o Mombojó crie uma faixa totalmente eletrônica
ou totalmente "banda". "O que fazemos mesmo é
misturar as duas coisas".
Quem conferiu recentemente essa nova fase foram os europeus.
O grupo passou duas semanas na Europa, onde tocou em Portugal
- foi atração de dois festivais de música
brasileira - e na Espanha. "Em Valladolid, que é
uma cidade universitária, a maioria do público
era de Recife. Em Barcelona, tocamos no dia que em que o Barcelona
foi campeão, e para impedir tumultos, foi proibido entrar
com camisas de times, o que diminuiu bastante a platéia.
Mas foi massa, pegamos
um equipamento muito bom", conta o guitarrista.(topo)
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Banda
acaba de voltar de quatro shows na Europa, onde mostrou o repertório
de "Homem-espuma" Foto: Divulgação
Joyce e Dori Caymmi homenageiam
a amizade
Rio de Janeiro - Apesar da diferença de idade, Dori
Caymmi e Joyce se consideram da mesma geração e
têm história afetiva e musical comum. Ele foi arranjador
do primeiro disco dela, nos anos 60, e volta e meia, nesses 40
anos, ambos fizeram shows juntos, especialmente no exterior.
O disco "Rio-Bahia", da Biscoito Fino, é o primeiro
que os dois assinam juntos. Foi lançado no Japão,
Estados Unidos e Inglaterra, onde eles se apresentaram com o
repertório, mas demorou até uma gravadora brasileira
editá-lo aqui, embora as 13 faixas sejam de música
genuinamente brasileira.
"O álbum foi encomenda de lá e, quando eu
sugeri fazê-lo com Dori, todo mundo adorou. A gente sempre
gostou das músicas um do outro e escolhemos as faixas
entre o que havia de inédito, ou quase, e outras composições
feitas para o disco", conta Joyce.
Para fazer o disco, os dois se encontraram no Rio no início
do ano passado. Dori trouxe o samba "Fora de Hora",
parceria com Chico Buarque, que Joyce canta; ela veio com "E
Era Copacabana", com melodia de Carlos Lyra, que ele canta.
Nesta e em quase todas as faixas, respira-se uma bossa nova saudosa
de tempos em que o Rio era otimista e o carioca, em lugar de
reclamar, gostava de ufanar-se de sua cidade. Nostálgica
é "Saudade do Rio" (de Dori e Paulo César
Pinheiro, que assina parte das letras). Mas há também
muita baianidade, em faixas como "Mercador de Siri"
e "Flor da Bahia" (mais duas de Dori e Pinheiro).
"Rio-Bahia" tem ainda dois clássicos, "Pra
que Chorar", um hino ao otimismo, de BadePowell e Vinicius
de Moraes, e "Saudade da Bahia", de Dorival, que Joyce
cantou acompanhada por seu violão e o piano de Kenny Werner,
um americano sem sotaque e totalmente jobiniano.
Do fundo do baú, eles acharam "Joãozinho Boa
Pinta", samba da primeira metade do século passado,
assinado por Geraldo Jaques e Haroldo Barbosa. Além de
ser um disco de sambas, com levada bossa nova e uma ode à
música brasileira, "Rio-Bahia" é a celebração
à amizade. (Beatriz Coelho Silva/AE)(topo)
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Pearl
Jam mostra que continua capaz de produzir discos tão bons
como os do início da carreira Foto Divulgação
Pearl Jam retorna aos tempos das
camisas de flanela
Marco Bezzi
Agência Estado
São Paulo - Dizem que as boas notícias, quando
chegam, vêm em conta-gotas. Felizmente, não é
amparado nessa premissa que o ano da música vem se comportando
até o mês de maio. Além da pilha de excelentes
lançamentos, o Pearl Jam (quem diria?) provou que ainda
tem fôlego de sobra para colocar todo grunge saudosista
para dançar. Após anos errantes, uma centena de
discos ao vivo - que culminaram com shows redentores no Brasil
-, o grupo parecia perto da aposentadoria. No entanto, a banda
voltou às raízes e coloca nas prateleiras o CD
"Pearl Jam", seu melhor trabalho desde
"Yield", de 1998.
Eddie Vedder corria preocupado com seus monólogos sobre
o nada, enquanto seus companheiros se portavam mais como professores
de colégio particular do que rockstars. Os discos pareciam
a continuação sôfrega dos trabalho anteriores.
Qual a surpresa quando a canção
"World Wide Suicide", deste álbum, foi disponibilizada
na internet. O Pearl Jam da fase "Ten"/"Versus"/"Vitalogy"
estava de volta. Talvez por isso, o nome do disco seja homônimo
à banda. Trata-se de um álbum dos mais prazerosos
quando tocado, especialmente para quem acompanhou a ascensão
do quinteto de Seattle desde a era das camisas de flanela. E
vai direto ao ponto. Há rock pesado com guitarras distorcidas
em "Comatose" e "Big Wave", faixas com molho
agridoce ("Marker ithe Sand" e "Come Back",
emocionante) e até baladinha para os apaixonados ("Gone").
Em resumo, toda a grande alquimia que fazia do Pearl Jam a banda
mais afável e recomendável de sua geração.
Mais do que uma volta por cima de Eddie Vedder e companhia, vai
ser muito bom poder colocar o Pearl Jam novamente na votação
de melhores álbuns do ano.
Sobreviventes
Os profetas do apocalipse metralham: o grunge foi enterrado
no momento em que Kurt Cobaideu um tiro na própria cabeça.
Talvez seja isso mesmo. Os coturnos, gorros, bermudões
e camisas de flanelas voltaram para dentro dos armários.
Felizmente, para quem cresceu ao som de "Smells Like TeeSpirit"
e "Jeremy", os dias de ressaca estão perto do
fim. Ao menos com duas notícias que deixaram as barbichas
dos "grungeiros" de pé. Além do excelente
trabalho lançado pelo Pearl Jam, o Alice IChains, do finado
vocalista Layne Staley, morto em 2002 em conseqüência
de uma overdose, está de volta.
Um tímido retorno ocorreu em um especial para o canal
americano VH1. Convidados como Phil Anselmo (ex-Pantera), que
cantou "Them Bones e Would?", e Duff McKaga(ex-Guns'n'Roses
e atual Velvet Revolver), que fez a segunda guitarra na apresentação,
aceleraram os velhos corações da geração
anos 90. A banda anunciou seu retorno com o desconhecido vocalista
William DuVall para uma turnê que englobará Estados
Unidos e Europa - com agenda cheia entre o dia 18 de maio e 11
de agosto. Duff também está cotado para seguir
com a grupo.(topo)
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Brasileiros
comemoram conquista do penta, quatro anos atrás. Esperança
do hexa motiva enxurrada de lançamentos sobre futebol
Foto: Arquivo AN/Copa 2002
Copa do Mundo motiva nova
febre de bola na literatura
A poucos dias do
Mundial, dezenas de lançamentos sobre futebol desembarcam
nas livrarias brasileiras
São Paulo - No dia 9 de junho, boa parte da população
do planeta vai estar com a atenção concentrada
em um terreno retangular de grama, na cidade de Munique. Ali,
às 13 horas (pelos ponteiros de Brasília), Alemanha
e Costa Rica vão dar início à 18ª Copa
do Mundo de Futebol, o maior evento do esporte. A esperança
de que a Seleção Brasileira conquiste seu sexto
título é tamanha que empolgou até mesmo
setores normalmente pouco interessados em futebol, como as editoras
de livros.
Próximo do início do Mundial, as livrarias foram
inundadas por uma inédita febre de bola, com lançamentos
que oferecem tanto análises e biografias de jogadores
como Ronaldo e eventos clássicos, quanto crônicas
e romances inspirados no esporte mais popular do mundo. O oportunismo
é evidente, assim como a qualidade de alguns títulos.
As primeiras obras a chegar trazem seleção de textos.
Em "11 Histórias de Futebol" (Nova Alexandria),
escritores foram convocados a exaltar o mundo da bola. Em outra
seleção, "22 Contistas em Campo" (Ediouro),
o especialista Flávio Moreira da Costa reuniu até
um texto raro, do inglês Patrick Kennedy, autor, segundo
Costa, do primeiro conto do mundo em que o jogo de futebol aparece,
misturado a assombrações.
É curioso observar a presença de nomes contemporâneos,
como Ignácio de Loyola Brandão e Moacyr Scliar
(representado por um texto inédito), cuja admiração
pelo futebol contrastou com o desprezo de outros escritores ilustres,
valorosos atacantes da disseminação do bate-bola
como Graciliano Ramos (que acreditava ser a capoeira o esporte
nacional) e Lima Barreto (cujo desprezo era tamanho a ponto de
fundar a Liga Brasileira contra o Futebol).
Embora tenha selecionado textos de mais de 20 autores, Moreira
da Costa reconhece, na introdução do livro, a dificuldade
de encontrar o futebol como tema na literatura brasileira. Ele
arrisca um palpite: o futebol seria uma expressão em si
mesmo, no Brasil e em outros países. "E se o futebol
é uma expressão em si mesmo, toda outra expressão
estaria condenada a se diluir", observa. "Como se fosse
um discurso sobre o discurso, redundância e, como toda
redundância, imagem enfraquecida".
No time contrário, o antropólogo Roberto DaMatta
buscou subsídios para explicar como um jogo tão
alheio à índole nacional pode acabar virando a
cabeça dos brasileiros. Peladeiro virtual, ele selecionou
crônicas e ensaios para formar "A Bola Corre mais
que os Homens", que a Editora Rocco lança nesta semana.
Aproveitando o momento, a Nova Fronteira reedita um importante
texto há muito esgotado: "Vida que Segue", de
João Saldanha com crônicas sobre as copas de 66
e 70, organizadas por Raul Milliet. Jornalista, técnico
da Seleção antes da conquista do tri no México,
Saldanha era uma figura singular. Com uma visão humanista
da vida, da política e do futebol, ele buscava a valorização
da cultura brasileira.
Em seu artigo "Vitória da Arte", após
a conquista no México, resumiu sua filosofia de vida e
de bola: "Antes de mais nada, quero dizer que a vitória
extraordinária do Brasil foi a vitória do futebol.
Do futebol que o Brasil joga, sem copiar de ninguém, fazendo
da arte de seus jogadores a sua força maior e impondo
ao mundo futebolístico o seu padrão, que não
precisa seguir esquemas dos outros, pois tem sua personalidade,
a sua filosofia, e jamais deverá sair dela".(topo)
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Humor, drama, histórias e listas
Os grandes dramas brasileiros inspiraram não apenas
lágrimas, mas relatos de qualidade. Em 2000, Roberto Muylaert
lançou "Barbosa - Um Gol Faz Cinqüenta Anos"
(Ícaro), emocionante saga do goleiro Barbosa, da Seleção
Brasileira derrotada pelo Uruguai no Maracanã por 2 a
1, no dia 16 de julho de 1950. Já o drama de Ronaldo antes
da final vencida pela França, em 1998, continua um mistério.
É o que conclui o inglês James Mosley, em "Ronaldo
- A Jornada de um Gênio", lançado agora pela
Verus.
Também presente à fatídica final da França,
Mario Prata preferiu relembrar aquela Copa de forma bem humorada.
"Paris, 98" conta a história de Gregório,
um brasileiro de classe média baixa que ganha numa promoção
a chance de assistir aos jogos ao vivo e jura para a mulher que
vai só para vender os ingressos - afinal, estão
devendo mais de R$ 10 mil para o agiota. Mas, no momento exato,
ele decide assistir a tudo e ainda arruma uma amante na excursão.
Provocar risadas é a intenção ainda do casseta
Hélio de la Peña que, também pela Objetiva,
lança agora "Vai na Bola, Glânderson",
que conta a história de Glânderson, aspirante a
craque que perdeu dois dedos do pé direito em um acidente,
o que dá ao seu chute um efeito único.
O humor também dá o tom de "Deixa que eu Chuto
2 - A Missão" (Relume Dumará), de Renato Maurício
Prado, e "Causos da Bola" (Editar), de Victor Kingma,
reuniões de histórias nem sempre verdadeiras mas
folclóricas, que contribuem para o encanto do futebol.
Outro apaixonado pela bola (e por listas), o inglês Nick
Hornby convidou outros escritores com a incumbência de
cada um escrever sobre cada uma das 32 seleções
classificadas para a Alemanha. O resultado é o curioso
"O Guia Cult para a Copa do Mundo", que a Editora Rocco
lança no fim de maio.
Debaixo do outro braço, outra opção é
o relançamento de "Um Brasileiro em Berlim"
(Nova Fronteira), que João Ubaldo Ribeiro escreveu quando
morou na Alemanha, nos anos 90. Também interessado em
apresentar um detalhado levantamento da história do esporte
no País, João Máximo escreveu "Brasil:
Um Século de Futebol, Arte e Magia" (Aprazível),
edição bem cuidada, com fotografias e outras imagens
complementando o texto.
Outra interessante lista, dedicada à moçada, é
o que oferece "O Mundo é uma Bola" (ática),
seleção de textos escritos por Carlos Drummond
de Andrade, Fernando Sabino, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos,
Millôr Fernandes e outros craques, promovendo uma valorosa
introdução futebolística às letras.(topo)
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Obra e mostra lançadas
simultaneamente em Itajaí
Capas de livro
e biografia serão apresentados hoje à noite
Marcelo Roggia
Correspondente
Itajaí - A exposição "Primeiras
Capas", da artista plástica e escritora Silvia Teske,
e o do livro "Vale a Pena Viver", de Léo Machado,
serão lançados hoje, às 19 horas, na Galeria
de Arte de Itajaí. A mostra vai até o dia 8 de
junho, com visitação de segunda a sexta-feira,
das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas. Por meio
de pinturas, Silvia retrata a importância das capas de
livros no interesse das pessoas à leitura. A escolha por
pintar capas vem da miscigenação possível
entre títulos, desenhos, texturas, cores, texto, tanto
visual quanto literário, levando o leitor a construir
suas próprias histórias.
"A capa dos livros, contendo imagens e suas frases de impacto,
são o primeiro incentivo à leitura. Como escritora,
descobri que também percorria uma busca visual",
argumenta a artista, na tentativa de mostrar que cada capa de
livro conta sua própria história.
Já o livro de Léo Machado traz as memórias
de sua sobrevivência. Natural de Tijucas, o autor, filho
de uma mulher de origem humilde, passou grande parte de sua infância
e juventude entre a Vila da Armação do Itapocorói
(Penha) e a cidade de Itajaí, onde foi dirigente sindical
e participante da União Intersindical dos Trabalhadores.
Em 1961, mudou-se para o Rio de Janeiro. As dificuldades para
estudar, devido à falta de recursos, transformaram-no
em um autodidata "devorador de livros", sobretudo os
de cunho político-social, o que o levou a aproximar-se
dos ideais socialistas que lhe passaram a visão de um
mundo onde predominasse a justiça, a liberdade e o trabalho
para todos.
O autor desenvolveu intensa atividade política através
de uma longa militância em organização de
esquerda na clandestinidade, até ser preso em 1965, condenado
pela Lei de Segurança Nacional e posteriormente anistiado.
O lançamento do livro acontece em parceria com a Escola
de Governo e Cidadania e com o apoio da Associação
Catarinense de Anistiados Políticos.
O QUÊ: Abertura da mostra "Primeiras Capas",
da artista plástica e escritora Silvia Teske, e lançamento
do livro "Vale a Pena Viver", de Léo Machado.
QUANDO: Hoje, às 19 horas. ONDE: Galeria de Arte de Itajaí,
rua Lauro Muller, n° 53, Centro, no prédio da Fundação
Cultural, Itajaí, (47) 3349-1214. QUANTO: Gratuito.(topo)
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Isabel Mir e o rio
como inspiração
Blumenau - O rio Itajaí-açu serviu de inspiração
para a artista indaialense Isabel Mir, que abre hoje, no Saguão
do bloco A (campus I) da Universidade Regional de Blumenau (Furb),
a exposição "Rio Itajaí em Aço
e Canto". A mostra abre hoje às 20 horas, e segue
até o dia 8 de junho.
Isabel Mir é uma artista que se propõe a medir
forças com as leis do mundo natural e cultural, como uma
aventureira, em metamorfose, aprisionada em seu próprio
discurso mas que entre seus enlaces permite vislumbrar alem,
da própria alma.
Como mulher mortal, é um ser em busca do novo, alem de
si mesma, como se só em partes pudesse atravessar a rede
construída pelos efeitos e defeitos, percepções
ou esquematização da vida cotidiana, em que toda
a sua aventura está não no rompimento com o comum,
mas a busca de si mesma, que a identifique a torne imutável
e a perpetue. A artista emerge à superfície de
sua obra, com sua nova linguagem fruto de anos de estudo.
Neste novo mundo de liberdade da linguagem que se manifesta em
suas obras, se torna mais nítida, e pactua com a natureza,
desconstruindo sem constrangimentos até a própria
natureza que a artista captura em suas obras, como é o
caso da exposição "Rio Itajaí em Aço
e Canto".A gênese da criação da obra
de Isabel Mir, em suas versões materiais e espirituais,
percebe-se metamórfica, codificada, enquanto simula o
simples, desafia todas as interpretações, quando
a artista faz uma nova obra com as mesmas formas. (José
Carlos Góes, correspondente)(topo)
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