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Região central tem menos ônibus
Adequações
feitas pela Prefeitura destinam mais veículos para atender
a
demanda dos balneários
Benefício de alguns, prejuízo de outros. A readequação
dos horários das linhas de ônibus implantadas esta
semana em Florianópolis beneficia turistas, mas prejudica
moradores de regiões centrais da cidade. Os horários
de 14 linhas do centro foram reduzidos, para que os carros possam
ser remanejados para atender as praias. Também com o objetivo
de incrementar o serviço nos balneários, seis veículos
do transporte escolar estão realizando trajetos no Norte
da Ilha. Esses veículos do transporte escolar eram chamados
de "farofinhas" há alguns anos, quando circulavam
na Capital durante o verão.
As linhas que atendem a Universidade Federal de Santa Catarna
(UFSC) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) tiveram
seus horários reduzidos por causa das férias escolares.
"A demanda diminui muito nessa época do ano",
diz o secretário de Transportes, Norberto Stroisch. Com
a diminuição, os carros são remanejados
para atender os balneários, onde há maior demanda,
por causa dos turistas.
Para alguns moradores das regiões centrais, porém,
a redução dos horários é um problema.
"Os ônibus demoram bem mais a passar", diz o
zelador Eiso Manoel Fernandes, morador da Carvoeira, que diz
já estar acostumado com o problema. "Todo ano é
a mesma coisa", diz. Apesar de morar há pouco tempo
na Capital - cerca de um mês -, João Carlos Fernandes
concorda. O antigo morador do município de São
José esperou cerca de 40 minutos, na manhã de segunda-feira,
pela chegada do ônibus que o levaria ao Saco dos Limões.
"Fiquei admirado de ter que esperar tanto, debaixo do sol
forte", diz João.
Além das readequações de horários,
entram em operação novas linhas. A linha 155-Sol
Nascente atenderá os moradores do bairro Monte Verde e
do Morro da Pedra de Listra, no Saco Grande. Além disso,
as linhas Saco Grande Via João Paulo e Monte Verde passam
a atender em determinados horários como expresso, ou seja,
seguem para o Centro sem fazer transbordo no Terminal de Integração
da Trindade (Titri).(topo)
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"Farofinhas" retornam
Apesar dos protestos de moradores, a prioridade da Secretaria
de Transportes é mesmo o fornecimento aos balneários.
Além de horários extras, o Norte da Ilha ganhou
mais um reforço para atender os turistas, os microônibus
de transporte escolar, antigamente chamados "farofinhas".
Com o nome oficial de Seletivos-Praias, seis veículos
vão ligar os bairros de Ingleses, Ponta das Canas e Canasvieiras
ao centro da cidade.
Cada uma das três linhas será reforçada com
dois micro-ônibus executivos, com ar-condicionado, poltronas
rodoviárias e capacidade para 26 lugares. "Estamos
atendendo a reivindicação do pessoal do transporte
escolar, que fica ocioso no período das férias",
conta o secretário. Os seletivos fazem o mesmo trajeto,
seguem a mesma tabela de horários e têm o mesmo
preço - R$ 4,50 - dos ônibus executivos, os "amarelinhos".
"Até a volta das aulas, é como se tivessem
sido incorporados à frota normal", explica Stroisch.
Segundo ele, a experiência dos "farofinhas" não
deu certo no passado por ter sido mal gerenciada.(topo)
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Trânsito ruim prejudica
transporte na Lagoa
Congestionamentos nas vias de acesso à Lagoa da Conceição,
na Capital, estão prejudicando o funcionamento do transporte
coletivo na região. De acordo com o secretário
de Transportes, Norberto Stroisch, os ônibus não
conseguem cumprir os horários previstos em tabela por
causa do trânsito parado. "Os carros estão
gastando o triplo do tempo para fazer os trajetos", diz.
A saída encontrada pelas empresas de transporte coletivo
para minimizar o problema, diz Stroisch, é a disponibilização
nos terminais de carros extras, ou carros em estoque. Esses veículos
não têm horário fixo, e saem dos terminais
quando há demanda. "Um ônibus Centro-Lagoa,
por exemplo, que atrasa a chegada no bairro por causa do congestionamento,
não poderá fazer o caminho contrário, bairro-centro,
no horário estipulado", explica. "Para essas
situações, ficam de prontidão os carros
do estoque."
Segundo o secretário, a quantidade de horários
disponíveis para Lagoa e Barra da Lagoa aumentou no início
do ano. "Incrementamos por causa do número de turistas",
diz. Para poder aumentar a oferta de carros nos balneários,
as empresas diminuíram os horários em alguns bairros
centrais.(topo)
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Pouso de helicóptero causa
discussão em Jurerê
Moradores questionam
segurança da situação, mas responsável
diz que normas foram todas obedecidas
Daniel Cardoso
Os moradores de Jurerê Internacional fizeram uma reclamação
inusitada na tarde de ontem: o pouso de um helicóptero
particular em um terreno baldio, entre duas casas de luxo próximas
à praia. A aeronave assustou algumas pessoas que estavam
na região, levantando dúvidas sobre a segurança
e a legalidade da operação.
Apesar de raro, este tipo de pouso não é proibido
pelas leis da aviação brasileira, desde que sejam
seguidas algumas regras básicas de segurança. Segundo
Giovani Goulart, do Quinto Serviço Regional de Aviação
Civil (Serac 5), em Porto Alegre (RS), a tripulação
da aeronave tem autonomia para julgar e decidir os locais de
pouso. "Vale lembrar que, quando a operação
é realizada em pontos não homologados, só
é permitido se for em casos eventuais. Não pode
fazer pousos e decolagens constantes ou com objetivos comerciais",
explica o inspetor de aviação civil.
O helicóptero pousou no início da noite da última
segunda-feira, dia 2, em terreno da rua dos Lambaris. Na aeronave,
estavam empresários paulistas convidados de outro empresário,
Eduardo Cunha, de Santa Catarina. "Estamos trazendo algumas
pessoas para conhecer o Estado. Queremos atrair investimentos
e desenvolver projetos com eles", fala Eduardo. Segundo
ele, o proprietário do terreno autorizou o pouso, que
foi realizado seguindo as normas de segurança.
Para Eduardo, houve uma preocupação exagerada com
o fato. "No início, vieram reclamar do barulho, mas
a preocupação continuou e resolvi pedir ao piloto
para levar o helicóptero até o aeroporto",
explica o empresário. Segundo ele, a aeronave foi retirada
do terreno perto das 16 horas de ontem.
Mesmo com a legislação aprovando pousos eventuais
de helicópteros em locais não homologados, os moradores
que se sentem prejudicados ou que temem pela falta de segurança
podem reclamar do caso ao Departamento de Aviação
Civil (DAC). "Eles podem tirar fotos ou demarcar a posição
da aeronave. Nos casos em que ocorrem erros, o piloto responde
por eles", afirma Giovani.(topo)
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Hospital José Locks
começa ano com obras
São João Batista - O Hospital Monsenhor José
Locks iniciou o ano em obras de reforma e ampliação.
No dia 19 de dezembro, começou a reforma do telhado, que
apresentava diversos problemas. Em dias de chuva os leitos tinham
que ser afastados das paredes para não molhar. Nesta semana
a direção do hospital, prefeito e secretário
de Saúde deverão se reunir para definir as prioridades
na obra de restauração.
O hospital, que é gerido pelo município, entrou
em processo de deterioração nos últimos
cinco anos. A falta de investimentos levou a Vigilância
Sanitária a interditar a lavanderia e o centro cirúrgico.
Ficou permitida a intervenção cirúrgica
de emergência. Mas, em outubro de 2005, o ministério
público, em acordo com a Prefeitura, impediu todos os
procedimentos, mesmo os de emergência.
Cirurgias de emergência e cesarianas estão sendo
realizadas em Canelinha ou em outros hospitais da região,
como em Tijucas e Nova Trento. Segundo o diretor da unidade de
saúde, Evaldo Godinho, é prioritária a construção
de uma nova ala que comporte o centro cirúrgico e sala
de partos, além de novos leitos. Hoje o hospital tem capacidade
para 40 internações, e com a construção
da nova ala esse número deverá subir para aproximadamente
50. No Hospital Monsenhor José Locks a único setor
que está adequado às normas sanitárias é
a pediatria. São dez leitos para crianças de 6
a 7 anos.
Godinho afirma que as obras estão previstas para terminar
em 180 dias. O secretário da Saúde, Ademir Rouver,
afirma que a interdição do hospital causou grande
desgaste. "Estamos tendo que transferir nossos doentes para
outros municípios. Espero que os problemas do hospital
se resolvam rapidamente", fala.
A Prefeitura irá investir R$ 75 mil na reforma e o governo
do Estado irá disponibilizar R$ 300 mil. "Recebemos
o hospital interditado, e agora estamos trabalhando para a liberação",
diz o secretário de Administração e Finanças,
Giberto Goerdth. (Jonas Hames)(topo)
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Tornado e chuva provocam destruição
Temporal destelhou
casas na Barra do Sambaqui, na tarde de segunda-feira
Jeanne Callegari
Vinte e seis casas da Barra do Sambaqui, em Florianópolis,
foram danificadas por volta das 15h30 do dia 2, segunda-feira,
quando uma tempestade e um tornado de pequeno porte devastaram
a região. Telhas e coberturas se desprenderam dos telhados,
permitindo a entrada da água da chuva e o alagamento das
residências. A Prefeitura, que vai efetuar a reconstrução
das casas, optou por não decretar estado de emergência
no local.
O tornado começou no vale, conta o secretário de
Defesa Civil, Francisco Cardoso. Em seguida, subiu para o morro
e passou por cima da igreja, arrancando a cobertura da casa paroquial,
e depois desceu para a outra ponta do morro, onde atingiu algumas
residências. O secretário foi acionado pelos moradores
logo que a tempestade começou. "Felizmente, ninguém
se feriu", diz ele.
Uma chuva de granizo precedeu o tornado. "Tudo aconteceu
muito rápido", conta a moradora Rejane dos Santos.
"O vento veio e foi embora, deixando só a chuva."
Ao lado da casa de Rejane, uma árvore foi derrubada pelo
vento, quebrando algumas telhas durante a queda. A tampa de uma
caixa d'água foi parar em cima de um poste. Outro poste
de luz da Celesc caiu, cortando a energia na região. As
Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) trabalharam
durante a madrugada, até 4h30, para restabelecer o fornecimento
de energia.
Algumas residências foram mais prejudicadas que as outras.
A casa da diarista Maristela de Abreu, moradora do local há
três meses, perdeu algumas telhas. "Por sorte não
tinha ninguém em casa", diz ela. A última
casa da região, do pedreiro Boaventura Pereira, foi a
mais danificada: todas as telhas e o forro foram arrancados.
"Quando chegamos em casa, estava tudo alagado", diz.
A Defesa Civil de Florianópolis providenciou lonas para
cobrir as residências provisoriamente.
Ontem pela manhã o prefeito Dário Berger compareceu
ao local para manifestar seu apoio à população.
"A Prefeitura está tomando todas as providências
para reconstruir as casas", diz. Entre as ações,
está o cadastramento, pela Defesa Civil, das residências
danificadas, para que se efetue a distribuição
das telhas. "A cobertura da parada de ônibus foi recolocada
ontem à tarde, e a energia restabelecida durante a madrugada",
diz Francisco Cardoso. A secretária do Desenvolvimento
Social, Rose Berger, e o secretário dos Transportes, Norberto
Stroisch, também foram chamados pelo prefeito para verificar
os danos na Barra do Sambaqui.(topo)
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Fenômeno causa estragos localizados
De acordo com o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária
e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) Daniel Cagliaro,
o fato de algumas casas serem mais prejudicadas que outras é
típico dos tornados, por definição, nuvens
que giram em sentido horário e que tocam no chão.
A nuvem gira e destrói o que encontra pelo caminho. "Os
estragos foram localizados, você vê uma casa destruída
ao lado de outra praticamente intacta", diz o meteorologista.
Segundo Cagliaro, os tornados podem acontecer em qualquer lugar.
Uma frente fria ou excesso de calor e umidade - caso do fenômeno
de anteontem - podem provocá-los. "É comum
encontrar tornados em Santa Catarina", diz. A nuvem que
devastou a Barra do Sambaqui foi de pequeno porte, com ventos
na velocidade entre 100 e 120 quilômetros por hora, e um
diâmetro entre 10 e 20 metros. A chuva de granizo, diz
o especialista, não é comum. "Provavelmente
foi um fenômeno isolado, outra nuvem que coincidiu com
a nuvem do tornado", diz. (JC)(topo)
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Norte terá transbordo de lixo
Centro ambiental
vai receber resíduos das praias
A Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) vai instalar
um centro ambiental entre os balneários de Canasvieiras
e Ingleses, no Norte da Ilha, abrigando uma estação
de transbordo para o lixo de toda a região. A iniciativa
acaba de ser viabilizada com a assinatura de um convênio
entre a Prefeitura de Florianópolis e a Fundação
Nacional de Saúde (Finasa), no valor de R$ 985 mil.
"O centro ambiental vai abrigar uma estrutura de apoio à
limpeza pública do Norte da Ilha, com instalações
de educação ambiental, biblioteca e a unidade de
transferência de resíduos", explica o engenheiro
Wilson Cancian Lopes, gerente da assessoria técnica da
Comcap. O local exato ainda não está definido,
mas existem três imóveis do Estado e da própria
Comcap que podem ser usados com esse objetivo.
"Tudo vai depender da licença que nos for concedida
pela Fundação de Meio Ambiente (Fatma). Vamos nos
instalar no imóvel que obtiver a licença",
destaca Wilson. Durante a temporada de verão, a região
Norte produz cerca de 4 mil toneladas mensais de lixo, o equivalente
a 35% do total coletado no município - aproximadamente
12 mil toneladas por mês.
Quando termina a temporada, esse volume se reduz a 2 mil toneladas/mês,
incluindo desde o balneário da Daniela até o Rio
Vermelho, passando por Jurerê, Canasvieiras, Cachoeira
do Bom Jesus, Ponta das Canas, Ingleses, Santinho e outras comunidades.
"O projeto do centro ambiental está quase pronto,
cerca de 90%, mas dependemos da licença para sua conclusão",
salienta Lopes.
Depois que a unidade estiver operando, os caminhões de
coleta não vão mais precisar se deslocar pela SC-401,
até a estação de transbordo do Itacorubi.
O transporte será feito por caminhões especiais
de maior porte, conduzindo o lixo até o aterro sanitário
localizado em Biguaçu. "O centro não vai se
limitar a receber e expedir o lixo coletado, mas terá
uma biblioteca de educação ambiental e reciclagem
de lixo", destaca Wilson.
"Além de um trabalho de conscientização
sobre a separação do lixo e a observação
dos horários de coleta, evitando que esse material permaneça
muito tempo exposto, à espera da chegada do caminhão",
complementa. (CM)(topo)
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Coleta foi recorde na 2a feira
A Comcap recolheu na última segunda-feira, 2 de janeiro,
930 toneladas de lixo em Florianópolis, o maior volume
já coletado pela empresa num único dia. Segundo
o presidente da empresa, José Nilton Alexandre, o montante
é resultado do fluxo de turistas que passou pela cidade
durante o Réveillon. Além disso, segundo Alexandre,
a empresa aumentou a estrutura de coleta.
Segundo o balanço feito pela empresa, entre os dias 24
de dezembro e 2 de janeiro deste ano foram recolhidas mais de
4,31 mil toneladas de lixo. Isto equivale a um acréscimo
de 515 toneladas em relação à coleta realizada
na última semana de 2004 e nos primeiros dois dias de
2005.
Desde o início de dezembro a coleta de lixo nos balneários
está sendo feita diariamente, inclusive aos domingos.
Para garantir a limpeza nas praias foram contratados 232 novos
garis. De acordo com José Nilton Alexandre, a empresa
já deu início à implantação
de cerca de 1.450 novas caixas coletoras de papéis (papeleiras).
Além disso, serão distribuídas 500 mil sacolas
plásticas com mensagens educativas.(topo)
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