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Joinville Quarta-feira, 4 de janeiro de 2006 Santa Catarina - Brasil

Geral - AN Capital
Região central tem menos ônibus

Adequações feitas pela Prefeitura destinam mais veículos para atender a demanda dos balneários
"Farofinhas" retornam
Trânsito ruim prejudica transporte na Lagoa
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>> Hospital José Locks começa ano com obras

>> Tornado e chuva provocam destruição

>> Fenômeno causa estragos localizados

>> Norte terá transbordo de lixo

>> Coleta foi recorde na 2a feira

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Região central tem menos ônibus

Adequações feitas pela Prefeitura destinam mais veículos para atender a
demanda dos balneários

Benefício de alguns, prejuízo de outros. A readequação dos horários das linhas de ônibus implantadas esta semana em Florianópolis beneficia turistas, mas prejudica moradores de regiões centrais da cidade. Os horários de 14 linhas do centro foram reduzidos, para que os carros possam ser remanejados para atender as praias. Também com o objetivo de incrementar o serviço nos balneários, seis veículos do transporte escolar estão realizando trajetos no Norte da Ilha. Esses veículos do transporte escolar eram chamados de "farofinhas" há alguns anos, quando circulavam na Capital durante o verão.
As linhas que atendem a Universidade Federal de Santa Catarna (UFSC) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) tiveram seus horários reduzidos por causa das férias escolares. "A demanda diminui muito nessa época do ano", diz o secretário de Transportes, Norberto Stroisch. Com a diminuição, os carros são remanejados para atender os balneários, onde há maior demanda, por causa dos turistas.
Para alguns moradores das regiões centrais, porém, a redução dos horários é um problema. "Os ônibus demoram bem mais a passar", diz o zelador Eiso Manoel Fernandes, morador da Carvoeira, que diz já estar acostumado com o problema. "Todo ano é a mesma coisa", diz. Apesar de morar há pouco tempo na Capital - cerca de um mês -, João Carlos Fernandes concorda. O antigo morador do município de São José esperou cerca de 40 minutos, na manhã de segunda-feira, pela chegada do ônibus que o levaria ao Saco dos Limões. "Fiquei admirado de ter que esperar tanto, debaixo do sol forte", diz João.
Além das readequações de horários, entram em operação novas linhas. A linha 155-Sol Nascente atenderá os moradores do bairro Monte Verde e do Morro da Pedra de Listra, no Saco Grande. Além disso, as linhas Saco Grande Via João Paulo e Monte Verde passam a atender em determinados horários como expresso, ou seja, seguem para o Centro sem fazer transbordo no Terminal de Integração da Trindade (Titri).(topo)

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"Farofinhas" retornam

Apesar dos protestos de moradores, a prioridade da Secretaria de Transportes é mesmo o fornecimento aos balneários. Além de horários extras, o Norte da Ilha ganhou mais um reforço para atender os turistas, os microônibus de transporte escolar, antigamente chamados "farofinhas". Com o nome oficial de Seletivos-Praias, seis veículos vão ligar os bairros de Ingleses, Ponta das Canas e Canasvieiras ao centro da cidade.
Cada uma das três linhas será reforçada com dois micro-ônibus executivos, com ar-condicionado, poltronas rodoviárias e capacidade para 26 lugares. "Estamos atendendo a reivindicação do pessoal do transporte escolar, que fica ocioso no período das férias", conta o secretário. Os seletivos fazem o mesmo trajeto, seguem a mesma tabela de horários e têm o mesmo preço - R$ 4,50 - dos ônibus executivos, os "amarelinhos". "Até a volta das aulas, é como se tivessem sido incorporados à frota normal", explica Stroisch. Segundo ele, a experiência dos "farofinhas" não deu certo no passado por ter sido mal gerenciada.(topo)

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Trânsito ruim prejudica
transporte na Lagoa

Congestionamentos nas vias de acesso à Lagoa da Conceição, na Capital, estão prejudicando o funcionamento do transporte coletivo na região. De acordo com o secretário de Transportes, Norberto Stroisch, os ônibus não conseguem cumprir os horários previstos em tabela por causa do trânsito parado. "Os carros estão gastando o triplo do tempo para fazer os trajetos", diz.
A saída encontrada pelas empresas de transporte coletivo para minimizar o problema, diz Stroisch, é a disponibilização nos terminais de carros extras, ou carros em estoque. Esses veículos não têm horário fixo, e saem dos terminais quando há demanda. "Um ônibus Centro-Lagoa, por exemplo, que atrasa a chegada no bairro por causa do congestionamento, não poderá fazer o caminho contrário, bairro-centro, no horário estipulado", explica. "Para essas situações, ficam de prontidão os carros do estoque."
Segundo o secretário, a quantidade de horários disponíveis para Lagoa e Barra da Lagoa aumentou no início do ano. "Incrementamos por causa do número de turistas", diz. Para poder aumentar a oferta de carros nos balneários, as empresas diminuíram os horários em alguns bairros centrais.(topo)

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Pouso de helicóptero causa
discussão em Jurerê

Moradores questionam segurança da situação, mas responsável diz que normas foram todas obedecidas

Daniel Cardoso

Os moradores de Jurerê Internacional fizeram uma reclamação inusitada na tarde de ontem: o pouso de um helicóptero particular em um terreno baldio, entre duas casas de luxo próximas à praia. A aeronave assustou algumas pessoas que estavam na região, levantando dúvidas sobre a segurança e a legalidade da operação.
Apesar de raro, este tipo de pouso não é proibido pelas leis da aviação brasileira, desde que sejam seguidas algumas regras básicas de segurança. Segundo Giovani Goulart, do Quinto Serviço Regional de Aviação Civil (Serac 5), em Porto Alegre (RS), a tripulação da aeronave tem autonomia para julgar e decidir os locais de pouso. "Vale lembrar que, quando a operação é realizada em pontos não homologados, só é permitido se for em casos eventuais. Não pode fazer pousos e decolagens constantes ou com objetivos comerciais", explica o inspetor de aviação civil.
O helicóptero pousou no início da noite da última segunda-feira, dia 2, em terreno da rua dos Lambaris. Na aeronave, estavam empresários paulistas convidados de outro empresário, Eduardo Cunha, de Santa Catarina. "Estamos trazendo algumas pessoas para conhecer o Estado. Queremos atrair investimentos e desenvolver projetos com eles", fala Eduardo. Segundo ele, o proprietário do terreno autorizou o pouso, que foi realizado seguindo as normas de segurança.
Para Eduardo, houve uma preocupação exagerada com o fato. "No início, vieram reclamar do barulho, mas a preocupação continuou e resolvi pedir ao piloto para levar o helicóptero até o aeroporto", explica o empresário. Segundo ele, a aeronave foi retirada do terreno perto das 16 horas de ontem.
Mesmo com a legislação aprovando pousos eventuais de helicópteros em locais não homologados, os moradores que se sentem prejudicados ou que temem pela falta de segurança podem reclamar do caso ao Departamento de Aviação Civil (DAC). "Eles podem tirar fotos ou demarcar a posição da aeronave. Nos casos em que ocorrem erros, o piloto responde por eles", afirma Giovani.(topo)

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Hospital José Locks
começa ano com obras

São João Batista - O Hospital Monsenhor José Locks iniciou o ano em obras de reforma e ampliação. No dia 19 de dezembro, começou a reforma do telhado, que apresentava diversos problemas. Em dias de chuva os leitos tinham que ser afastados das paredes para não molhar. Nesta semana a direção do hospital, prefeito e secretário de Saúde deverão se reunir para definir as prioridades na obra de restauração.
O hospital, que é gerido pelo município, entrou em processo de deterioração nos últimos cinco anos. A falta de investimentos levou a Vigilância Sanitária a interditar a lavanderia e o centro cirúrgico. Ficou permitida a intervenção cirúrgica de emergência. Mas, em outubro de 2005, o ministério público, em acordo com a Prefeitura, impediu todos os procedimentos, mesmo os de emergência.
Cirurgias de emergência e cesarianas estão sendo realizadas em Canelinha ou em outros hospitais da região, como em Tijucas e Nova Trento. Segundo o diretor da unidade de saúde, Evaldo Godinho, é prioritária a construção de uma nova ala que comporte o centro cirúrgico e sala de partos, além de novos leitos. Hoje o hospital tem capacidade para 40 internações, e com a construção da nova ala esse número deverá subir para aproximadamente 50. No Hospital Monsenhor José Locks a único setor que está adequado às normas sanitárias é a pediatria. São dez leitos para crianças de 6 a 7 anos.
Godinho afirma que as obras estão previstas para terminar em 180 dias. O secretário da Saúde, Ademir Rouver, afirma que a interdição do hospital causou grande desgaste. "Estamos tendo que transferir nossos doentes para outros municípios. Espero que os problemas do hospital se resolvam rapidamente", fala.
A Prefeitura irá investir R$ 75 mil na reforma e o governo do Estado irá disponibilizar R$ 300 mil. "Recebemos o hospital interditado, e agora estamos trabalhando para a liberação", diz o secretário de Administração e Finanças, Giberto Goerdth. (Jonas Hames)(topo)

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Tornado e chuva provocam destruição

Temporal destelhou casas na Barra do Sambaqui, na tarde de segunda-feira

Jeanne Callegari

Vinte e seis casas da Barra do Sambaqui, em Florianópolis, foram danificadas por volta das 15h30 do dia 2, segunda-feira, quando uma tempestade e um tornado de pequeno porte devastaram a região. Telhas e coberturas se desprenderam dos telhados, permitindo a entrada da água da chuva e o alagamento das residências. A Prefeitura, que vai efetuar a reconstrução das casas, optou por não decretar estado de emergência no local.
O tornado começou no vale, conta o secretário de Defesa Civil, Francisco Cardoso. Em seguida, subiu para o morro e passou por cima da igreja, arrancando a cobertura da casa paroquial, e depois desceu para a outra ponta do morro, onde atingiu algumas residências. O secretário foi acionado pelos moradores logo que a tempestade começou. "Felizmente, ninguém se feriu", diz ele.
Uma chuva de granizo precedeu o tornado. "Tudo aconteceu muito rápido", conta a moradora Rejane dos Santos. "O vento veio e foi embora, deixando só a chuva." Ao lado da casa de Rejane, uma árvore foi derrubada pelo vento, quebrando algumas telhas durante a queda. A tampa de uma caixa d'água foi parar em cima de um poste. Outro poste de luz da Celesc caiu, cortando a energia na região. As Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) trabalharam durante a madrugada, até 4h30, para restabelecer o fornecimento de energia.
Algumas residências foram mais prejudicadas que as outras. A casa da diarista Maristela de Abreu, moradora do local há três meses, perdeu algumas telhas. "Por sorte não tinha ninguém em casa", diz ela. A última casa da região, do pedreiro Boaventura Pereira, foi a mais danificada: todas as telhas e o forro foram arrancados. "Quando chegamos em casa, estava tudo alagado", diz. A Defesa Civil de Florianópolis providenciou lonas para cobrir as residências provisoriamente.
Ontem pela manhã o prefeito Dário Berger compareceu ao local para manifestar seu apoio à população. "A Prefeitura está tomando todas as providências para reconstruir as casas", diz. Entre as ações, está o cadastramento, pela Defesa Civil, das residências danificadas, para que se efetue a distribuição das telhas. "A cobertura da parada de ônibus foi recolocada ontem à tarde, e a energia restabelecida durante a madrugada", diz Francisco Cardoso. A secretária do Desenvolvimento Social, Rose Berger, e o secretário dos Transportes, Norberto Stroisch, também foram chamados pelo prefeito para verificar os danos na Barra do Sambaqui.(topo)

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Fenômeno causa estragos localizados

De acordo com o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) Daniel Cagliaro, o fato de algumas casas serem mais prejudicadas que outras é típico dos tornados, por definição, nuvens que giram em sentido horário e que tocam no chão. A nuvem gira e destrói o que encontra pelo caminho. "Os estragos foram localizados, você vê uma casa destruída ao lado de outra praticamente intacta", diz o meteorologista.
Segundo Cagliaro, os tornados podem acontecer em qualquer lugar. Uma frente fria ou excesso de calor e umidade - caso do fenômeno de anteontem - podem provocá-los. "É comum encontrar tornados em Santa Catarina", diz. A nuvem que devastou a Barra do Sambaqui foi de pequeno porte, com ventos na velocidade entre 100 e 120 quilômetros por hora, e um diâmetro entre 10 e 20 metros. A chuva de granizo, diz o especialista, não é comum. "Provavelmente foi um fenômeno isolado, outra nuvem que coincidiu com a nuvem do tornado", diz. (JC)(topo)

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Norte terá transbordo de lixo

Centro ambiental vai receber resíduos das praias

A Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) vai instalar um centro ambiental entre os balneários de Canasvieiras e Ingleses, no Norte da Ilha, abrigando uma estação de transbordo para o lixo de toda a região. A iniciativa acaba de ser viabilizada com a assinatura de um convênio entre a Prefeitura de Florianópolis e a Fundação Nacional de Saúde (Finasa), no valor de R$ 985 mil.
"O centro ambiental vai abrigar uma estrutura de apoio à limpeza pública do Norte da Ilha, com instalações de educação ambiental, biblioteca e a unidade de transferência de resíduos", explica o engenheiro Wilson Cancian Lopes, gerente da assessoria técnica da Comcap. O local exato ainda não está definido, mas existem três imóveis do Estado e da própria Comcap que podem ser usados com esse objetivo.
"Tudo vai depender da licença que nos for concedida pela Fundação de Meio Ambiente (Fatma). Vamos nos instalar no imóvel que obtiver a licença", destaca Wilson. Durante a temporada de verão, a região Norte produz cerca de 4 mil toneladas mensais de lixo, o equivalente a 35% do total coletado no município - aproximadamente 12 mil toneladas por mês.
Quando termina a temporada, esse volume se reduz a 2 mil toneladas/mês, incluindo desde o balneário da Daniela até o Rio Vermelho, passando por Jurerê, Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus, Ponta das Canas, Ingleses, Santinho e outras comunidades. "O projeto do centro ambiental está quase pronto, cerca de 90%, mas dependemos da licença para sua conclusão", salienta Lopes.
Depois que a unidade estiver operando, os caminhões de coleta não vão mais precisar se deslocar pela SC-401, até a estação de transbordo do Itacorubi. O transporte será feito por caminhões especiais de maior porte, conduzindo o lixo até o aterro sanitário localizado em Biguaçu. "O centro não vai se limitar a receber e expedir o lixo coletado, mas terá uma biblioteca de educação ambiental e reciclagem de lixo", destaca Wilson.
"Além de um trabalho de conscientização sobre a separação do lixo e a observação dos horários de coleta, evitando que esse material permaneça muito tempo exposto, à espera da chegada do caminhão", complementa. (CM)(topo)

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Coleta foi recorde na 2a feira

A Comcap recolheu na última segunda-feira, 2 de janeiro, 930 toneladas de lixo em Florianópolis, o maior volume já coletado pela empresa num único dia. Segundo o presidente da empresa, José Nilton Alexandre, o montante é resultado do fluxo de turistas que passou pela cidade durante o Réveillon. Além disso, segundo Alexandre, a empresa aumentou a estrutura de coleta.
Segundo o balanço feito pela empresa, entre os dias 24 de dezembro e 2 de janeiro deste ano foram recolhidas mais de 4,31 mil toneladas de lixo. Isto equivale a um acréscimo de 515 toneladas em relação à coleta realizada na última semana de 2004 e nos primeiros dois dias de 2005.
Desde o início de dezembro a coleta de lixo nos balneários está sendo feita diariamente, inclusive aos domingos. Para garantir a limpeza nas praias foram contratados 232 novos garis. De acordo com José Nilton Alexandre, a empresa já deu início à implantação de cerca de 1.450 novas caixas coletoras de papéis (papeleiras). Além disso, serão distribuídas 500 mil sacolas plásticas com mensagens educativas.(topo)

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