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Comércio otimista com volta às aulas
Setor deve ter
aumento de até 10% nas vendas
Com o início das aulas nas redes pública e privada
previsto para o mês que vem, o comércio já
começa a se preparar para a venda de materiais escolares.
No setor de livraria e papelaria, a expectativa é que
haja aumento de 10% nas vendas em relação ao mesmo
período no ano passado. A novidade este ano fica por conta
dos produtos importados, que, por causa da queda do dólar,
estão com preços mais acessíveis.
Apesar das vendas no Natal e no ano-novo terem ficado abaixo
do esperado, a expectativa para a volta as aulas é de
crescimento, diz o diretor de Relações Públicas
e Eventos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis,
Luciano Winck. Para ele, apenas o crescimento populacional da
ordem de 3% a 4% já justificaria certo aumento nas vendas.
Além disso, houve também a modernização
dos produtos. "Cada vez mais há inserção
de grifes nos materiais, personagens de desenho animado",
diz. "Isso aumenta a procura pelo material."
Outro motivo que alavanca as vendas é a própria
natureza da data. "Material escolar é uma despesa
obrigatória", diz o diretor. "Não é
como presente de Natal, que é opcional comprar."
Além disso, diz Winck, os materiais importados estão
custando mais barato que no ano passado, graças à
queda do dólar. A expectativa é de que cada consumidor
deva gastar em torno de R$ 150,00 por compra.
O início de ano é cheio de gastos, como impostos
e matrícula escolar. Por causa disso, os lojistas são
orientados a facilitar ao máximo a compra para os consumidores.
"Parcelamento do pagamento, cheques pré-datados,
cartão de crédito, desconto à vista, todos
as facilidades devem estar à disposição
do consumidor para que efetue a compra", diz Winck. Para
o consumidor, a dica é de que procure a melhor relação
custo-benefício. "É preciso pesquisar preço,
mas sem abrir mão da qualidade dos produtos", alerta
o diretor.
Além de materiais escolares como cadernos, lápis,
canetas e livros, aumentam muito as vendas de mochilas e de calçados
básicos. Tanto na rede pública como na privada,
as aulas começam no dia 13 de fevereiro. Por isso, as
compras nas lojas do segmento devem aumentar já na segunda
quinzena deste mês.(topo)
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Vestibular da USJ tem
abstenção de 17,14%
São José - O vestibular 2006/1 do Centro Universitário
Municipal de São José (USJ), realizado domingo,
registrou 277 abstenções, o equivalente a 17,14%
dos 1.610 inscritos. As provas foram realizadas em dois colégios
de São José, e quatro vestibulandos chegaram depois
do horário permitido, sendo desclassificados. Nenhum incidente
foi registrado pela organização do concurso.
Os candidatos concorriam a 120 vagas distribuídas nos
cursos de pedagogia, ciências contábeis e administração.
Eles precisaram responder a 80 questões objetivas de língua
portuguesa, literatura, língua estrangeira, física,
matemática, história, geografia, química
e biologia. A redação teve como tema "a pressa
e a loucura geradas pela globalização", a
partir da descrição de uma cena do filme "Perfume
de Mulher".
Duas horas depois do início do vestibular, grande parte
dos candidatos já havia terminado a prova. Flávio
Ferreira da Silva, candidato a uma das 40 vagas de administração,
foi um dos primeiros a deixar as dependências do Colégio
Maria Luiza de Melo, no Kobrasol, e afirmou não ter sentido
muita dificuldade na resolução das questões.
"O tema da redação também estava bem
fácil, um tema atual e de grande circulação
na mídia", explicou.
O gabarito oficial das provas foi divulgado ontem [veja quadro].
A lista de aprovados deve sair no dia 18 de janeiro.(topo)
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Lagoinha permanece sem fiscalização
Lixo e queimadas
continuam no local
Apesar das ações empreendidas pela Companhia
de Melhoramentos da Capital (Comcap), que retirou 700 quilos
de lixo nas proximidades da Lagoinha Pequena, entre Campeche
e Rio Tavares, na última quinta-feira, e da presença
no mesmo dia de fiscais da Fundação Municipal do
Meio Ambiente (Floram), os abusos tornaram a ser praticados no
local no último domingo, quando não ocorreu fiscalização.
O mau uso do local por moradores e turistas, que jogam lixo,
abandonam animais e abrem trilhas para veículos na vegetação,
foi denunciado pelo AN Capital.
A proibição de tráfego de veículos
na área foi ignorada, com diversos carros estacionados
nas dunas. Garrafas vazias e tocos de cigarros pelo chão
denunciavam o descuido dos freqüentadores, apenas três
dias depois da limpeza realizada pela Comcap, numa operação
que envolveu dez funcionários, percorrendo cerca de 270
mil metros quadrados. Lixeiras entulhadas e churrasqueiras improvisadas
nas árvores também somaram-se ao quadro de desrespeito
à natureza. Logo na chegada, um incêndio recente
destruiu parte da restinga, onde ainda se pôde avistar
restos de lixo que foram queimados em local impróprio.
Francisca Manuel da Rosa, moradora das proximidades e freqüentadora
do local, acredita que o lixo não é grande problema.
Ela garante que a comunidade retira o que produz e ajuda na limpeza
da área, o que não se confirma. Para ela, a questão
maior é a presença de cachorros com temperamentos
agressivos, da raça pitbull, por exemplo. "Os donos
são irresponsáveis, soltam seus cães na
lagoa, ignorando a presença das crianças",
reclama. A Lagoinha é tombada pelo município como
patrimônio natural.(topo)
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Trilhas passam a ser monitoradas
A partir de hoje, os visitantes que quiserem percorrer as
trilhas da Lagoinha do Leste e da Praia da Galheta, em Florianópolis,
podem contar com a presença de guias turísticos
para acompanhar o trajeto. Os grupos saem dos pontos de partida
duas vezes por dia, pela manhã e à tarde. O projeto,
que já incluía as trajetos do Caminho da Gurita
e da Trilha da Restinga, na Lagoa do Peri, faz parte da Operação
Verão 2006, da Prefeitura da Capital.
A trilha da Lagoinha do Leste tem saídas às 8 e
às 14 horas, com retornos às 11h30 e às
17h30. O percurso, de 2 quilômetros, tem vários
trechos íngremes e pode ser concluído em cerca
de 45 minutos. O grupo sai do final da rodovia SC-406, no Pântano
do Sul. Entre os atrativos do caminho há cachoeiras, riachos,
lagoa de água doce, sítio histórico, área
de preservação (mata atlântica) e unidade
de conservação de proteção integral.
Já os 1,9 quilômetros da trilha da Galheta podem
ser percorridos em cerca de 50 minutos. Às 8h30 e às
14h30 haverá saídas da praia Mole, em frente ao
salva-vidas, na rodovia Manoel de Menezes. Os retornos devem
ocorrer às 10h30 e às 16h30. Quem decidir fazer
esse trajeto deve estar preparado: com subidas e descidas íngremes,
a caminhada é pesada no sentido Galheta-Fortaleza da Barra.
O Caminho da Gurita, no Parque Municipal da Lagoa do Peri, está
entre os roteiros iniciados na semana passada, no dia 2. É
o percurso mais longo da Operação Verão,
com três quilômetros de extensão, percorridos
em cerca de duas horas. A caminhada é plana, com alguns
trechos acidentados, em terreno argiloso e com seixos. Os grupos
saem da sede do parque, na Lagoa do Peri, às 8 e às
14 horas.
O passeio mais curto e mais fácil é o da Trilha
da Restinga, que também sai da sede do parque. O trajeto
de 1,4 quilômetro sobre terreno plano, porém arenoso,
pode ser concluído em 25 minutos. Os guias saem da sede
do parque nos horários das 8, 9h30, 11, 14, 15h30 e 17
horas. A volta está marcada para 9, 10h30, 12, 15, 16h30
e 18 horas. A Trilha da Restinga é considerada um passeio
leve, enquanto o Caminho de Gurita é tido como semi-leve.
O passeio da praia da Galheta e da Lagoinha do Leste estão
na categoria de semi-pesadas.
Além das trilhas, moradores da Capital e turistas poderão
participar, até o final de fevereiro, da programação
cultural e esportiva preparada para os sábados e domingos
na Lagoa do Peri e no Parque do Córrego Grande. As atividades
esportivas devem começar às 9 horas. As atrações
culturais começam às 11 horas na Lagoa do Peri
e às 17 horas no Córrego Grande.(topo)
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Temporada estimula vinda
de migrantes à Capital
Setor de atendimento
da Prefeitura atendeu até 35 casos diários nos
últimos dias de 2005
Jeanne Callegari
O período de festas de final de ano não trouxe
apenas turistas a Florianópolis. Dados do Núcleo
de Apoio à Família (NAF) da Prefeitura apontam
para o crescimento de atendimentos a famílias migrantes
nos últimos dias do ano, de 20 casos por dia para 30 a
35, no período do dia 20 até o dia 30 de dezembro.
As pessoas se mudam para a cidade motivadas pela esperança
de conseguir empregos e melhorar de vida, mas muitos acabam não
conseguindo uma colocação. Apesar do aumento na
procura nessa época do ano, a entidade funcionou nos primeiros
nove dias do ano apenas durante o período da tarde, das
13 às 19 horas.
A maior parte das pessoas que procuram o NAF, que oferece apoio
e orientação aos migrantes de Florianópolis,
acabam sendo reencaminhadas para os locais de onde vieram. Isso
acontece porque, motivada pela publicidade, muita gente vem para
a Capital na esperança de conseguir emprego e lugar na
morar. Ao chegar à cidade, os migrantes descobrem que
a realidade é diferente, e não há tantas
oportunidades como se espera. Sem perspectiva de trabalho e de
lugar fixo pra morar, muitos acabam engrossando a lista de moradores
das comunidades pobres, que vivem em situação de
risco social.
No ano passado, dos 971 atendimentos, 846 foram recambiados à
cidade de origem, o que custou aos cofres públicos cerca
de R$ 56,7 mil em passagens. "Florianópolis não
tem lugar pra todo mundo", explica a secretária da
Criança, Adolescente, Idoso, Família e Desenvolvimento
Social, Rose Berger. "Quem não tem emprego nem lugar
fixo para morar é orientado a voltar para sua cidade",
diz a coordenadora do NAF, Leila Franzoni.
A maioria dos migrantes, quase 70%, vem do Oeste de Santa Catarina,
principalmente de Lages e Chapecó. Dos outros Estados,
a maioria vem do Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. Segundo
Leila, 90% dos casos registrados no núcleo, que funciona
anexo ao Terminal Rita Maria, vêm à procura de emprego.
A visita ao órgão também é motivada
pela procura por parentes e pela busca de tratamento médico.
Além das passagens e informações, o núcleo
também oferece às famílias que precisam
lanche e um kit-banho, com toalha e sabonete. A partir de hoje,
o NAF volta a funcionar o dia todo, das 8 às 18 horas,
sem intervalo para almoço.(topo)
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Saúde terá equipamento
para fiscalizar esgotos
A divisão de vigilância em saúde de Florianópolis
vai contar com um caminhão hidrojato e um robô na
fiscalização de ligações clandestinas
de esgoto na rede pluvial. O veículo hidrojato deve ser
cedido pela Secretaria Municipal de Obras e será operado
pelo único motorista-operador da Secretaria de Saúde
que recebeu treinamento para trabalhar com o equipamento, mas
que no momento dirige uma ambulância.
Segundo o assessor da chefia de vigilância em saúde,
Edson Luís de Oliveira, "isso vai agilizar o nosso
trabalho de verificação de ligações
clandestinas de esgotos na cidade". No momento, segundo
ele, "sempre que precisamos do veículo, temos que
pedir emprestado. Por isso estamos negociando a transferência
em definitivo do caminhão para nossa responsabilidade",
salienta Oliveira.
Outra providência que está sendo tomada é
a de aluguel de um robô que pode ser guiado eletronicamente
através das galerias pluviais, visando localizar ligações
de esgoto. O equipamento que vinha sendo usado pela Prefeitura
até o ano passado foi devolvido. "Estamos fazendo
contatos com as empresas que oferecem o equipamento, visando
abrir uma licitação para que possamos voltar a
contar com ele", assinala Edson.
O problema chegou ao conhecimento do vice-prefeito Rubens (Bita)
Pereira na semana passada, quando esteve verificando a proliferação
de algas na Lagoa da Conceição, acompanhado de
técnicos do setor de vigilância em saúde,
Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) e Fundação
Municipal do Meio Ambiente (Floram). "Vamos acertar os detalhes
da transferência desse caminhão durante uma reunião
hoje (ontem) à tarde", disse o vice-prefeito.
"Sempre que precisamos dele, temos que solicitar à
Secretaria de Obras, que não cede o motorista. Como temos
um motorista treinado, ele poderá fazer a operação,
colocando outro profissional no seu lugar na condução
da ambulância", acrescenta Oliveira. O equipamento
será útil, por exemplo, na identificação
de ligações clandestinas na praia de Ingleses,
considerada hoje uma das regiões mais problemáticas
de Florianópolis.
"Já estamos realizando esse serviço, mas com
um caminhão hidrojato as galerias poderão ser desobstruídas
com mais facilidade e rapidez", argumenta. Uma vez desobstruídas
as galerias é possível realizar os testes para
verificar ligações clandestinas - com o lançamento
de um líquido de cor azul. A falta dos dois equipamentos
dificulta a ação dos técnicos da vigilância
em saúde no muncípio.
O robô foi usado com sucesso em Canasvieiras nos anos de
2003 e 2004, onde existe rede de coleta de esgotos, visando identificar
ligações clandestinas. O serviço foi conduzido
pelo setor de vigilância em saúde, juntamente com
técnicos da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento
(Casan), especialmente na altura das ruas das Flores e Heitor
Bittencourt, com saldo final positivo. (Celso Martins)(topo)
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