clicRBS

Buscar
Joinville Terça-feira, 10 de janeiro de 2006 Santa Catarina - Brasil

Geral - AN Capital
Comércio otimista com volta às aulas

Setor deve ter aumento de até 10% nas vendas
Vestibular da USJ tem abstenção de 17,14%
Lagoinha permanece sem fiscalização
>> IndependênciaTrilhas passam a ser monitoradas

>> Temporada estimula vinda de migrantes à Capital

>> Saúde terá equipamento para fiscalizar esgotos

Comércio otimista com volta às aulas

Setor deve ter aumento de até 10% nas vendas

Com o início das aulas nas redes pública e privada previsto para o mês que vem, o comércio já começa a se preparar para a venda de materiais escolares. No setor de livraria e papelaria, a expectativa é que haja aumento de 10% nas vendas em relação ao mesmo período no ano passado. A novidade este ano fica por conta dos produtos importados, que, por causa da queda do dólar, estão com preços mais acessíveis.
Apesar das vendas no Natal e no ano-novo terem ficado abaixo do esperado, a expectativa para a volta as aulas é de crescimento, diz o diretor de Relações Públicas e Eventos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, Luciano Winck. Para ele, apenas o crescimento populacional da ordem de 3% a 4% já justificaria certo aumento nas vendas. Além disso, houve também a modernização dos produtos. "Cada vez mais há inserção de grifes nos materiais, personagens de desenho animado", diz. "Isso aumenta a procura pelo material."
Outro motivo que alavanca as vendas é a própria natureza da data. "Material escolar é uma despesa obrigatória", diz o diretor. "Não é como presente de Natal, que é opcional comprar." Além disso, diz Winck, os materiais importados estão custando mais barato que no ano passado, graças à queda do dólar. A expectativa é de que cada consumidor deva gastar em torno de R$ 150,00 por compra.
O início de ano é cheio de gastos, como impostos e matrícula escolar. Por causa disso, os lojistas são orientados a facilitar ao máximo a compra para os consumidores. "Parcelamento do pagamento, cheques pré-datados, cartão de crédito, desconto à vista, todos as facilidades devem estar à disposição do consumidor para que efetue a compra", diz Winck. Para o consumidor, a dica é de que procure a melhor relação custo-benefício. "É preciso pesquisar preço, mas sem abrir mão da qualidade dos produtos", alerta o diretor.
Além de materiais escolares como cadernos, lápis, canetas e livros, aumentam muito as vendas de mochilas e de calçados básicos. Tanto na rede pública como na privada, as aulas começam no dia 13 de fevereiro. Por isso, as compras nas lojas do segmento devem aumentar já na segunda quinzena deste mês.(topo)

....................................................

Vestibular da USJ tem
abstenção de 17,14%

São José - O vestibular 2006/1 do Centro Universitário Municipal de São José (USJ), realizado domingo, registrou 277 abstenções, o equivalente a 17,14% dos 1.610 inscritos. As provas foram realizadas em dois colégios de São José, e quatro vestibulandos chegaram depois do horário permitido, sendo desclassificados. Nenhum incidente foi registrado pela organização do concurso.
Os candidatos concorriam a 120 vagas distribuídas nos cursos de pedagogia, ciências contábeis e administração. Eles precisaram responder a 80 questões objetivas de língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, física, matemática, história, geografia, química e biologia. A redação teve como tema "a pressa e a loucura geradas pela globalização", a partir da descrição de uma cena do filme "Perfume de Mulher".
Duas horas depois do início do vestibular, grande parte dos candidatos já havia terminado a prova. Flávio Ferreira da Silva, candidato a uma das 40 vagas de administração, foi um dos primeiros a deixar as dependências do Colégio Maria Luiza de Melo, no Kobrasol, e afirmou não ter sentido muita dificuldade na resolução das questões. "O tema da redação também estava bem fácil, um tema atual e de grande circulação na mídia", explicou.
O gabarito oficial das provas foi divulgado ontem [veja quadro]. A lista de aprovados deve sair no dia 18 de janeiro.(topo)

....................................................

Lagoinha permanece sem fiscalização

Lixo e queimadas continuam no local

Apesar das ações empreendidas pela Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), que retirou 700 quilos de lixo nas proximidades da Lagoinha Pequena, entre Campeche e Rio Tavares, na última quinta-feira, e da presença no mesmo dia de fiscais da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), os abusos tornaram a ser praticados no local no último domingo, quando não ocorreu fiscalização. O mau uso do local por moradores e turistas, que jogam lixo, abandonam animais e abrem trilhas para veículos na vegetação, foi denunciado pelo AN Capital.
A proibição de tráfego de veículos na área foi ignorada, com diversos carros estacionados nas dunas. Garrafas vazias e tocos de cigarros pelo chão denunciavam o descuido dos freqüentadores, apenas três dias depois da limpeza realizada pela Comcap, numa operação que envolveu dez funcionários, percorrendo cerca de 270 mil metros quadrados. Lixeiras entulhadas e churrasqueiras improvisadas nas árvores também somaram-se ao quadro de desrespeito à natureza. Logo na chegada, um incêndio recente destruiu parte da restinga, onde ainda se pôde avistar restos de lixo que foram queimados em local impróprio.
Francisca Manuel da Rosa, moradora das proximidades e freqüentadora do local, acredita que o lixo não é grande problema. Ela garante que a comunidade retira o que produz e ajuda na limpeza da área, o que não se confirma. Para ela, a questão maior é a presença de cachorros com temperamentos agressivos, da raça pitbull, por exemplo. "Os donos são irresponsáveis, soltam seus cães na lagoa, ignorando a presença das crianças", reclama. A Lagoinha é tombada pelo município como patrimônio natural.(topo)

....................................................

Trilhas passam a ser monitoradas

A partir de hoje, os visitantes que quiserem percorrer as trilhas da Lagoinha do Leste e da Praia da Galheta, em Florianópolis, podem contar com a presença de guias turísticos para acompanhar o trajeto. Os grupos saem dos pontos de partida duas vezes por dia, pela manhã e à tarde. O projeto, que já incluía as trajetos do Caminho da Gurita e da Trilha da Restinga, na Lagoa do Peri, faz parte da Operação Verão 2006, da Prefeitura da Capital.
A trilha da Lagoinha do Leste tem saídas às 8 e às 14 horas, com retornos às 11h30 e às 17h30. O percurso, de 2 quilômetros, tem vários trechos íngremes e pode ser concluído em cerca de 45 minutos. O grupo sai do final da rodovia SC-406, no Pântano do Sul. Entre os atrativos do caminho há cachoeiras, riachos, lagoa de água doce, sítio histórico, área de preservação (mata atlântica) e unidade de conservação de proteção integral.
Já os 1,9 quilômetros da trilha da Galheta podem ser percorridos em cerca de 50 minutos. Às 8h30 e às 14h30 haverá saídas da praia Mole, em frente ao salva-vidas, na rodovia Manoel de Menezes. Os retornos devem ocorrer às 10h30 e às 16h30. Quem decidir fazer esse trajeto deve estar preparado: com subidas e descidas íngremes, a caminhada é pesada no sentido Galheta-Fortaleza da Barra.
O Caminho da Gurita, no Parque Municipal da Lagoa do Peri, está entre os roteiros iniciados na semana passada, no dia 2. É o percurso mais longo da Operação Verão, com três quilômetros de extensão, percorridos em cerca de duas horas. A caminhada é plana, com alguns trechos acidentados, em terreno argiloso e com seixos. Os grupos saem da sede do parque, na Lagoa do Peri, às 8 e às 14 horas.
O passeio mais curto e mais fácil é o da Trilha da Restinga, que também sai da sede do parque. O trajeto de 1,4 quilômetro sobre terreno plano, porém arenoso, pode ser concluído em 25 minutos. Os guias saem da sede do parque nos horários das 8, 9h30, 11, 14, 15h30 e 17 horas. A volta está marcada para 9, 10h30, 12, 15, 16h30 e 18 horas. A Trilha da Restinga é considerada um passeio leve, enquanto o Caminho de Gurita é tido como semi-leve. O passeio da praia da Galheta e da Lagoinha do Leste estão na categoria de semi-pesadas.
Além das trilhas, moradores da Capital e turistas poderão participar, até o final de fevereiro, da programação cultural e esportiva preparada para os sábados e domingos na Lagoa do Peri e no Parque do Córrego Grande. As atividades esportivas devem começar às 9 horas. As atrações culturais começam às 11 horas na Lagoa do Peri e às 17 horas no Córrego Grande.(topo)

....................................................

Temporada estimula vinda
de migrantes à Capital

Setor de atendimento da Prefeitura atendeu até 35 casos diários nos últimos dias de 2005

Jeanne Callegari

O período de festas de final de ano não trouxe apenas turistas a Florianópolis. Dados do Núcleo de Apoio à Família (NAF) da Prefeitura apontam para o crescimento de atendimentos a famílias migrantes nos últimos dias do ano, de 20 casos por dia para 30 a 35, no período do dia 20 até o dia 30 de dezembro. As pessoas se mudam para a cidade motivadas pela esperança de conseguir empregos e melhorar de vida, mas muitos acabam não conseguindo uma colocação. Apesar do aumento na procura nessa época do ano, a entidade funcionou nos primeiros nove dias do ano apenas durante o período da tarde, das 13 às 19 horas.
A maior parte das pessoas que procuram o NAF, que oferece apoio e orientação aos migrantes de Florianópolis, acabam sendo reencaminhadas para os locais de onde vieram. Isso acontece porque, motivada pela publicidade, muita gente vem para a Capital na esperança de conseguir emprego e lugar na morar. Ao chegar à cidade, os migrantes descobrem que a realidade é diferente, e não há tantas oportunidades como se espera. Sem perspectiva de trabalho e de lugar fixo pra morar, muitos acabam engrossando a lista de moradores das comunidades pobres, que vivem em situação de risco social.
No ano passado, dos 971 atendimentos, 846 foram recambiados à cidade de origem, o que custou aos cofres públicos cerca de R$ 56,7 mil em passagens. "Florianópolis não tem lugar pra todo mundo", explica a secretária da Criança, Adolescente, Idoso, Família e Desenvolvimento Social, Rose Berger. "Quem não tem emprego nem lugar fixo para morar é orientado a voltar para sua cidade", diz a coordenadora do NAF, Leila Franzoni.
A maioria dos migrantes, quase 70%, vem do Oeste de Santa Catarina, principalmente de Lages e Chapecó. Dos outros Estados, a maioria vem do Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. Segundo Leila, 90% dos casos registrados no núcleo, que funciona anexo ao Terminal Rita Maria, vêm à procura de emprego. A visita ao órgão também é motivada pela procura por parentes e pela busca de tratamento médico. Além das passagens e informações, o núcleo também oferece às famílias que precisam lanche e um kit-banho, com toalha e sabonete. A partir de hoje, o NAF volta a funcionar o dia todo, das 8 às 18 horas, sem intervalo para almoço.(topo)

....................................................

Saúde terá equipamento
para fiscalizar esgotos

A divisão de vigilância em saúde de Florianópolis vai contar com um caminhão hidrojato e um robô na fiscalização de ligações clandestinas de esgoto na rede pluvial. O veículo hidrojato deve ser cedido pela Secretaria Municipal de Obras e será operado pelo único motorista-operador da Secretaria de Saúde que recebeu treinamento para trabalhar com o equipamento, mas que no momento dirige uma ambulância.
Segundo o assessor da chefia de vigilância em saúde, Edson Luís de Oliveira, "isso vai agilizar o nosso trabalho de verificação de ligações clandestinas de esgotos na cidade". No momento, segundo ele, "sempre que precisamos do veículo, temos que pedir emprestado. Por isso estamos negociando a transferência em definitivo do caminhão para nossa responsabilidade", salienta Oliveira.
Outra providência que está sendo tomada é a de aluguel de um robô que pode ser guiado eletronicamente através das galerias pluviais, visando localizar ligações de esgoto. O equipamento que vinha sendo usado pela Prefeitura até o ano passado foi devolvido. "Estamos fazendo contatos com as empresas que oferecem o equipamento, visando abrir uma licitação para que possamos voltar a contar com ele", assinala Edson.
O problema chegou ao conhecimento do vice-prefeito Rubens (Bita) Pereira na semana passada, quando esteve verificando a proliferação de algas na Lagoa da Conceição, acompanhado de técnicos do setor de vigilância em saúde, Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) e Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram). "Vamos acertar os detalhes da transferência desse caminhão durante uma reunião hoje (ontem) à tarde", disse o vice-prefeito.
"Sempre que precisamos dele, temos que solicitar à Secretaria de Obras, que não cede o motorista. Como temos um motorista treinado, ele poderá fazer a operação, colocando outro profissional no seu lugar na condução da ambulância", acrescenta Oliveira. O equipamento será útil, por exemplo, na identificação de ligações clandestinas na praia de Ingleses, considerada hoje uma das regiões mais problemáticas de Florianópolis.
"Já estamos realizando esse serviço, mas com um caminhão hidrojato as galerias poderão ser desobstruídas com mais facilidade e rapidez", argumenta. Uma vez desobstruídas as galerias é possível realizar os testes para verificar ligações clandestinas - com o lançamento de um líquido de cor azul. A falta dos dois equipamentos dificulta a ação dos técnicos da vigilância em saúde no muncípio.
O robô foi usado com sucesso em Canasvieiras nos anos de 2003 e 2004, onde existe rede de coleta de esgotos, visando identificar ligações clandestinas. O serviço foi conduzido pelo setor de vigilância em saúde, juntamente com técnicos da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), especialmente na altura das ruas das Flores e Heitor Bittencourt, com saldo final positivo. (Celso Martins)(topo)

   Este Portal é melhor visualizado na resolução 800x600
Expediente
 Copyright © A Notícia - Fone 055-0xx47 3431 9000 - Fax 055-0xx47 3431 9100
 Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - C. Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - SC - Brasil